A disputa por ponto de prostituição na Via Expressa, em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte, está sendo apontada como a motivação para a morte do travesti Frederico Lucas dos Santos, conhecido como Marina Klun, de 23 anos. Essa é a conclusão do inquérito conduzido pelo Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), por meio da Delegacia Especializada em Homicídios de Contagem. O crime ocorreu na noite do dia 17 de julho deste ano, na Av. Presidente Juscelino Kubitscheck, Bairro Água Branca.
Durante ação criminosa, outra travesti também foi atingida, mas resistiu aos ferimentos. De acordo com as investigações, estão envolvidos no crime Jailson Sousa Cardoso, ou Samantha Fox, de 35 anos, Victor Alves Nery, de 20, e Igor Alexandre Mariano, também conhecido como Pamela Ferraz ou Gordet, de 20.
Segundo o delegado Flávio Grossi, que conduziu as investigações, no dia do fato, Samantha e Victor aproximaram-se do local do crime e repentinamente passaram a disparar contra um grupo de travestis parados em frente a um motel, na Via Expressa de Contagem. As vítimas conseguiram fugir sem serem atingidas. Em seguida, outro veículo, dirigido por Pamela, também se aproximou e prosseguiu com os disparos, atingindo fatalmente Marina e ferindo outra pessoa do grupo.
Testemunhas afirmam que os autores dos disparos foram dois travestis, conhecidos como Samanta e Pamela, os quais atuam na região da Praça da Cemig, em Contagem. Elas confirmam que o crime teria como motivação uma disputa por ponto de prostituição no local.
O trio foi denunciado no dia 07 de novembro e preso preventivamente no Presídio de Vespasiano, Região Metropolitana de Belo Horizonte.
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Texto: Samantha Marinho
Revisão: Iriana Mol



