Na ocasião, a vítima sofreu uma pancada forte na cabeça e esganadura, morrendo três dias depois, quando estava internada no hospital João XXIII. Durante o crime, o aparelho celular e a carteira do homem foram roubados, sendo os cartões bancários utilizados horas depois do fato.
Outros dois indivíduos, Aline Guimarães Lisboa, de 34, e Iago Gonçalves Martins, de 22, também são suspeitos de participação no crime e tiveram a prisão temporária decretada. Ambos estão foragidos. Uma mulher, a princípio identificada pelo nome Jéssica, ainda não qualificada, também teria participado do crime.
Investigação
Segundo o chefe do 1º Departamento de Polícia Civil em Belo Horizonte, Delegado-Geral Wagner Sales, o homem teria caído no golpe conhecido como ¿boa noite, Cinderela¿. O Delegado explicou que ¿A vítima voltava para casa quando foi abordada por Aline e Jéssica, e foram para um bar na região central da cidade. Nesse local, elas colocaram um remédio na bebida da vítima que teve a sua capacidade cognitiva reduzida¿.
Ainda conforme Sales, ¿Elas chamaram o suspeito, Luiz, para ajudá-las e dar suporte à consumação do crime. Eles levaram vítima para ao museu próximo à Praça da Estação onde, provavelmente, houve uma resistência por parte da vítima em fornecer seus bens ou a senha bancária, sendo ela agredida¿, ressaltou.
Levantamentos indicam que, ainda na madrugada do dia 5, Aline e Luiz realizaram compras com o cartão da vítima. ¿Fizemos um trabalho de inteligência e de cruzamento da dados, onde foi possível localizar imagens dos suspeitos utilizando o cartão da vítima em uma drogaria na cidade. Duas transações foram realizadas em máquinas de cartão de crédito de dois taxistas, no valor de R$ 1 mil reais cada, sendo que cada taxista ficou com 30% desse valor. A conduta dos taxistas ainda está sendo apurada nas investigações¿, acrescentou o Delegado.
Já o suspeito Iago teria utilizado o celular da vítima horas após o crime e vendido o aparelho em um shopping popular de Santa Luzia.
Foragidos
O delegado acredita que, com a divulgação das fotos dos suspeitos, a população possa ajudar a polícia a encontrá-los. ¿A importância dessa coletiva é contar com o apoio da população em denunciar e nos ajudar a localizar os suspeitos que estão foragidos e, assim, individualizar a conduta de cada um deles na cena do crime¿, concluiu.
A ação foi realizada pela 1ª Delegacia de Polícia Civil Centro, pertencente ao 1º Departamento de Polícia Civil em Belo Horizonte.



