A cadeia pública de Monte Carmelo, no Triângulo Mineiro, é a sétima unidade transferida da Polícia Civil para a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), neste ano. A medida dá sequência à política pública do governo de Minas, que visa passar para a Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi) a responsabilidade da guarda e escolta de presos. Atualmente, 46.466 presos estão no sistema prisional e 6.171 continuam em cadeias públicas administradas pela Polícia Civil. A previsão é que toda a população carcerária de Minas esteja nos presídios da Suapi, até o final de 2015.
Antes da cadeia de Monte Carmelo, foram transformadas em presídio também as unidades de Tupaciguara, Manga, Montalvânia, Pedra Azul e Jequitinhonha. No total, são cerca de 500 presos que passam a ser monitorados por agentes penitenciários, enquanto cerca de 80 policiais civis ficam liberados para atuar exclusivamente na investigação de crimes cometidos nestas sete cidades. "Essas transferências das cadeias públicas são de grande importância para a Polícia Civil, porque a nossa função não é cuidar de presos e, sim, investigar. É como se essas cidades passassem a ter um aumento de efetivo", frisa o superintendente de Investigações e Polícia Judiciária, Jeferson Botelho, que tem participado de várias ações de transferência das cadeias públicas, juntamente com o subsecretário da Suapi, Murilo Andrade.
Além de coordenar as operações de assunção das cadeias, Botelho e Andrade aproveitam as visitas nas cidades para explicar às autoridades locais a importância e o significado do processo permanente de transferência de presos da Polícia Civil para a Seds. "Desde 2003 o governo estadual iniciou essa política, que visa liberar os policiais civis para a investigação. A Suapi é que possui homens treinados para a guarda de presos e o nosso efetivo é preparado para investigar", afirma o superintendente. Ele acrescenta que a transferência das cadeias representa um marco histórico no sistema prisional de Minas e atende uma reivindicação antiga dos policiais civis por uma atuação específica dentro de suas funções constitucionais.
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Texto: Wilson Santos/Telma Gomes



