Presos suspeitos de quadrilha especializada em roubos de relógios

Por ASCOM-PCMG 30/12/2014 18h09

A equipe de policiais civis da 1ª Delegacia Regional Sul/BH desencadeou a Operação Horologius, que resultou na prisão de uma quadrilha especializada em roubar relógios de luxo, sobretudo das marcas Rolex e Hublot. As abordagens ocorreram em São Paulo e demandaram um ano de investigações, resultando no cumprimento do mandado de prisão expedido pela Justiça contra sete envolvidos. O grupo, que tinha como reduto as cidades paulistas de Sumaré e Taboão da Serra, praticou diversos roubos em Belo Horizonte.

De acordo com o delegado Henrique Canedo de Castro Pinto, da 1ª Delegacia Regional Sul/BH, que comandou os trabalhos investigativos, o apoio obtido junto à Polícia Civil de São Paulo teve papel fundamental no sucesso da operação. “Pelo menos cinco dos participantes da quadrilha já estavam presos no território paulista, por envolvimento em outros crimes, cometidos também naquele estado”, explica.

Os policiais civis mineiros seguiram para as cidades paulistas de Sumaré e Taboão da Serra no dia 16 de dezembro, levando com eles os mandados de prisão expedidos pela Justiça de Minas contra Welldel César Carral , Daniel Rodrigues da Silva, Kaique Novaes, Alex  Cândido da Silva, Ariston Novaes Filho, Mário Vieira da Silva e Manoel Raimundo de Abreu Costa.

Apontados como os dois principais integrantes do grupo, Welldel César Carral e Daniel Rodrigues da Silva foram trazidos para Belo Horizonte, sendo encaminhados ao Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) da Gameleira. No local, já estava preso o comparsa Manoel, que foi o primeiro a ser capturado pela Polícia Civil de Minas, ainda em BH.

De acordo com o delegado Henrique Canedo, durante o cumprimento dos mandados em São Paulo a equipe mineira constatou que os outros quatro integrantes da quadrilha já estavam detidos em decorrência de envolvimento em outros crimes cometidos naquele estado, permanecendo por lá. Durante a operação foram cumpridos também mandados de busca e apreensão que resultaram na recuperação de três relógios supostamente roubados.


Modo de ação

Os levantamentos realizados para que a Polícia Civil desarticulasse a quadrilha do Rolex revelaram que apesar de residirem nas cidades paulistas de Sumaré e Taboão da Serra, os integrantes do grupo se deslocavam com frequência até BH, onde priorizavam alguns pontos da zona sul, visando escolher suas vítimas entre pessoas de alto poder aquisitivo e comumente utilizam relógios de luxo.

A busca pelas futuras vítimas era feita em estabelecimentos comerciais e avenidas de grande circulação. Após localizarem uma pessoa que estivesse usando um relógio de luxo, um dos integrantes da quadrilha deslocava em uma motocicleta, sob a escolta de um carro ou de outra moto, e praticava o roubo. O relógio era rapidamente repassado para outro comparsa, dificultando a recuperação do produto pela vítima ou pela Polícia Militar, caso o bando fosse interceptado.

Dos roubos praticados pelo grupo, ganhou destaque na imprensa o episódio ocorrido na Avenida Raja Gabaglia, quando o motorista de um Jeep branco chegou a perder o controle do veículo ao ser abordado e atropelou um dos integrantes da quadrilha. Agindo de forma cinematográfica, o assaltante foi resgatado por outro comparsa e conseguiu fugir. Em outro ataque do bando, na Avenida Nossa Senhora do Carmo, a vítima estava em um veículo Volvo e, mesmo após entregar o relógio, foi baleada na perna.

Ostentação

Os membros do grupo tinham um padrão de vida elevado, circulando em carros de luxo e utilizando relógios também de marcas famosas. As vítimas relataram Durante os assaltos, as vítimas relataram que o apoio aos motociclistas que anunciavam o roubo era feito por comparsas que estavam a bordo de veículos da marca Tiguan e Santa Fé. Porém, eles não usavam armas de grosso calibre em suas abordagens, para não chamar a atenção de outras pessoas, já que agiam sempre em locais públicos.

A Polícia Civil apurou ainda que, além dos sete presos, três outros assaltantes presos em flagrante pela Polícia Militar, no dia 15 deste mês, também fazem parte da mesma quadrilha. São eles Fernando Rodrigues dos Santos, Mike Miller Augusto e Flaviano da Silva. Um último integrante do grupo já foi identificado, mas seu nome não será revelado para não atrapalhar a Polícia Civil a executar a sua prisão.

A Operação Horologius recebeu este nome devido à Constelação Horologium, localizada no hemisfério celestial Sul, que é uma das 14 constelações criadas pelo astrônomo francês Nicolas Louis de Lacaille, no século XVIII. Ele originalmente a denominou Horologium Oscillitorium, que em latim significa relógio de pêndulo.

 

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Texto: Telma Gomes

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