Após nove meses de investigação, a Polícia Civil desarticulou uma das principais quadrilhas do tráfico de drogas de Belo Horizonte, que agia no aglomerado da Serra, região Centro-Sul da capital. Cinco dos sete integrantes do grupo estão presos, entre eles um dos dois gerentes operacionais do esquema, Warley de Moura Pereira (conhecido como Zói), morador de uma casa de três pavimentos, com acabamento e móveis luxuosos, construída por ele em meio aos barracos que formam o aglomerado.
Outro suspeito é o gerente que dividia o comando operacional com Warley, Robert Costa Luiz Martins (conhecido como Papa). Os dois recebiam ordens dos líderes da quadrilha, identificados como Clébio Pereira Rosa (o Clebinho), que também está preso, e Alexandre Hermínio Rosa (o Alex), que está foragido. Alexandre integra o grupo dos 12 criminosos mais procurados de Minas, conforme já divulgado pela Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds).
Os outros três suspeitos, classificados pela polícia como “apoiadores” do esquema do tráfico, são Matheus Felipe Trindade da Silva (o Baratão), Marcelo Emiliano Júnio Veloso (o Marcelo DJ) e Gustavo Rodrigo Silva. Os dois primeiros também estão presos, enquanto Gustavo permanece foragido. Com o grupo foram apreendidos 3,2 quilos de entorpecentes, entre maconha, cocaína e crack, cerca de R$7mil em dinheiro, dois automóveis e três motos, além de eletroeletrônicos, roupas e tênis de grife.
Operação Perseu
As investigações começaram em novembro de 2012, depois que Helenilson Eustáquio de Souza (conhecido como Bocaxa), foi morto no Aglomerado da Serra. Numa espécie de represália, já que Helenilson teria prestígio com traficantes da área, alguns ônibus começaram a ser incendiados na região. A missão da Polícia Civil era identificar e prender quem havia emitido a ordem para o ataque aos coletivos. As apurações permitiram que os investigadores acabassem desvendando o esquema do tráfico.
O delegado Alfeu Egídio conta que, nas incursões pelo Aglomerado da Serra, a polícia começou a descobrir que pequenos traficantes haviam sido cooptados por um grupo maior, que envolveria um esquema organizado para dominar o tráfico na região. “Trocamos informações permanentemente com a Polícia Militar e começamos a constatar que muitas ocorrências de crimes estavam relacionadas entre si, tendo o tráfico como pano de fundo”, explica Egídio.
O delegado Samuel Neri, que também participou dos trabalhos, lembra que todos os indícios e informações foram juntados até que foi formado um conjunto de provas capaz de demonstrar ao Judiciário a existência da organização criminosa. “Cumprimos oito mandados de busca e apreensão e outros cinco voltados para o sequestro de bens dos envolvidos, além de conseguir a prisão de cinco dos sete envolvidos no esquema”, relata.
O delegado Neri esclarece que a operação foi denominada “Perseu” em alusão ao herói da mitologia grega, que decapitou Medusa, um mostro que petrificava qualquer um que olhasse em seus olhos. “Ainda precisamos prender dois envolvidos, mas a cabeça do tráfico no aglomerado da Serra está cortada por essa operação, que ainda não terminou e pode ter outros desdobramentos e prisões”, afirma.
Acompanhe o facebook da Polícia Civil.
Assessoria de Comunicação – PCMG
(31) 3915-7182 - (31) 3915-7192
imprensa@pc.mg.gov.br
Texto: Wilson Santos



