As polícias Civil e Federal apresentaram na tarde desta sexta-feira (15), o andamento das investigações acerca do homicídio do oficial da Justiça Federal, Daniel Norberto da Cunha, 54 anos, desempregado, ocorrido no dia 24 de maio de 2012. Um homem de 35 anos foi preso no último dia 6, no Bairro Tirol, em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte. As investigações estão sendo conduzidas em conjunto pelas duas instituições.
O corpo de Daniel foi encontrado, no dia 28 de maio, dentro do carro dele, em uma via movimentada da cidade de Contagem. De acordo com o delegado Frederico Abelha, que preside as investigações pela Polícia Civil de Minas, o suspeito O.T.A.J. possui passagens pela polícia por ameaça e vias de fato. Ele alega que após ter conhecido a vítima passaram a se comunicar pelo telefone, sendo que O.T.A.J. sempre utilizava telefones público. A motivação e a dinâmica do crime ainda não foram esclarecidas pois aguardam outros depoimentos e o laudo de necropsia .
“Durante o depoimento, o suspeito entrou em contradição diversas vezes. Por esse motivo, ainda não é possível ter certeza da motivação e de como ocorreu o assassinato”, explicou o delegado. Ainda de acordo com Frederico Abelha, a vítima teve o cartão bancário furtado e houve uma tentativa de saque de dinheiro em um shopping em Contagem após o dia do crime.
O.T.A.J. foi preso em cumprimento a um mandado de prisão temporária. Ele foi conduzido para o Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem. O delegado Frederico Abelha não confirmou o envolvimento de um casal que teria sido visto ao entrar em um motel com a vítima e nem se o autor seria garoto de programa. “Essa informação ainda será investigada”, finalizou.
Participaram da coletiva o chefe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa, delegado Wagner Pinto, o delegado Frederico Abelha, o delegado Regional Executivo da Polícia Federal, Rodrigo Teixeira, e o delegado da Polícia Federal Rodrigo Moraes Fernandes. Os delegados encerraram a coletiva solicitando a imprensa a colaboração para que o curso e sigilo das investigações seja respeitado.
Roberta Greice

Da esquerda: Delegado da Polícia Civil Frederico Abelha, delegado da Polícia Federal Rodrigo Moraes,
chefe do Departamento de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa Wagner Pinto,
delegado Regional Executivo da Polícia Federal Rodrigo Teixeira
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Texto: Roberta Greice e Talyta Cavalcante



