Polícia participa de audiência sobre explosões de caixas eletrônicos

Por ASCOM-PCMG 13/06/2012 13h16

A Polícia Civil de Minas Gerais participou na terça-feira (15/05), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), de audiência pública para discutir a incidência dos crimes de furtos e roubos, com uso de explosivos, em caixas eletrônicos em todo o Estado.

O chefe do Departamento de Investigações de Crimes Contra o Patrimônio (DICCP), delegado Márcio Nabak, o chefe da Divisão de Operações Especiais (Deoesp), delegado Vicente Ferreira Guilherme, o delegado Tiago Lima e o investigador Eber Alexandre da Deoesp debateram o tema com os deputados João Leite, Sargento Rodrigues, Maria Teresa Lara, Dalmo Ribeiro e Antônio Carlos Arantes. O Ministério Público de Minas Gerais foi representando pelo promotor Joaquim Miranda. Também estiveram presentes à solenidade, a Polícia Federal, representada pelo delegado Alexandre Chaves, Polícia Militar, com o major Jorge Rocha e capitão Pereira, e o representante das Cooperativas de Crédito (SICOOB).

O presidente da Comissão de Segurança Pública da ALMG, deputado João Leite, informou que a audiência foi motivada pela crescente incidência desse tipo de crime no estado e que vem sendo sistematicamente noticiada pelos veículos de comunicação. O parlamentar afirmou que não há infraestrutura das entidades responsáveis para combater, investigar e fiscalizar essa modalidade criminosa e que a Polícia Civil possui apenas dois especialistas em explosivos para atuar em todo o estado. Durante o evento, ele anunciou que, no mês de julho, será criado o Fórum Permanente das Comissões de Segurança Pública Interestaduais.

À indagação feita pelos deputados sobre as ações efetivas contra o crime no estado, o chefe do DICCP Márcio Nabak argumentou que a Polícia Civil vem implantando estratégias para desarticular as quadrilhas, identificar seus integrantes e limitar áreas de atuação dos grupos criminosos. Nabak informou ainda que o superintendente de Investigação e Polícia Judiciária, delegado Wellington Peres Barbosa, determinou que as ações da Delegacia de Armas, Munições e Explosivos retornassem à Deoesp, hoje subordinadas ao Departamento de Investigação, Orientação e Proteção à Família (DIOPF), como Setor de Controle de Armas, Munições e Produtos Controlados. Nabak comentou ainda que a falta de segurança nos locais onde se armazena, maneja, transporta e utiliza os produtos controlados tem facilitado a ação dos grupos criminosos.

O delegado Vicente Guilherme afirmou que a Deoesp continuará na implementação das estratégias para diminuir a incidência desse crime. O delegado Tiago Lima descreveu que a conduta migratória, a pluralidade de condutas e inovação das estratégias pelos grupos criminosos tem sido atenta e sistematicamente previstos pelos policiais responsáveis pelas investigações. Já o especialista em explosivos, investigador Elber Alexandre, expôs a fabricação desses artefatos manuais pelos criminosos e a alta periculosidade apresentada por eles até mesmo com relação à dinamite. Na ilustração dos casos, apresentou foto de um deles apreendido pelos policiais de Uberlândia em recente operação. O investigador elogiou ainda a atuação das Delegacias de Ituiutaba e Minas Novas que vem combatendo brilhantemente essa modalidade criminosa em seus municípios.



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Texto: Nancy Ferraz


 

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