A investigação realizada pela equipe de policiais civis da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Santa Luzia, chefiada pela delegada Bianca Prado, resultou na prisão de José Cardozo da Silva, suspeito de estuprar a sobrinha de 14 anos, apontando ainda o possível envolvimento dele com a prática de abusos contra uma série de outras jovens da cidade. Há suspeitas de que ele tenha feito vítimas também nos Estados Unidos, para onde costumava viajar com frequência.
O suspeito teve a prisão preventiva decretada pela Justiça no dia 25 de fevereiro, sendo preso nesta segunda-feira (17), em Santa Luzia. As investigações apuraram o crime de estupro de vulnerável praticado por José Cardozo contra a sobrinha. Os atos teriam começado quando a menor tinha apenas quatro anos, perdurando durante vários anos.
A Polícia Civil tomou conhecimento do caso no fim de novembro do ano passado, dando início às investigações. Ao longo do inquérito, ficou comprovado o estupro, além de outros atos de assédios a menores, o que motivou um novo inquérito policial por pedofilia.
O preso possui livre acesso aos Estados Unidos, residindo tanto lá como na cidade mineira de São Gotardo, o que, segundo a delegada Bianca Prado, indica a possibilidade de existirem vítimas também naquele país. Ainda segundo a policial, mesmo quando estava nos Estados Unidos, José Cardoso mantinha contato com a sobrinha e praticava atos libidinosos, via internet, com a mesma.
O suspeito tinha visto de permanência nos Estados Unidos e chegou a morar lá por duas vezes, onde trabalhava, sendo por esse motivo legalizado no país. Ele teria, inclusive, revelado a uma irmã, que foi ouvida no inquérito, seus planos de voltar ao exterior. A polícia considera que são fortes os indícios de que o suspeito tenha feito vítimas também em Belo Horizonte e São Gotardo.
A delegada Bianca Prado disse que não enviou ofício para os Estados Unidos ainda para averiguar a existência de registros de casos parecidos, mas antecipou que as investigações de suspeitas internacionais estão em andamento desde a conclusão do inquérito de Santa Luzia.
A policial pede que qualquer informação sobre casos de pedofilias sejam denunciadas por qualquer cidadão, por meio do telefone 181, do Disque Denúncia Unificado (DDU), que é sigiloso. Ela solicita também que, caso alguma vítima queira registrar denúncia pessoalmente, compareça à Delegacia de Santa Luzia, localizada na Avenida Brasília, 3550, Bairro Cristina.
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