Polícia Civil prende suspeito de estupro durante operação em Muriaé

Por ASCOM-PCMG 25/05/2026 16h43

Divulgação/PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) em Muriaé, na Zona da Mata, deflagrou, nesta segunda-feira (25/5), a operação Voz de Tamar. A ação resultou no cumprimento de mandado de prisão preventiva contra um homem, de 35 anos, suspeito do crime de estupro.

A prisão, realizada pela equipe da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) ocorreu no bairro Alterosa, no imóvel onde o investigado residia e mantinha um comércio de estética automotiva, local apontado nos levantamentos como a cena do crime.


Apreensões

Durante a ação policial, a equipe cumpriu mandado de busca e apreensão com o objetivo de arrecadar novos elementos probatórios. Na ocasião, foram recolhidos dispositivos eletrônicos e uma arma de fogo registrada em nome do investigado — que possui permissão como Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC). Também foi realizada a coleta de material genético para exames periciais.

Conforme o histórico das investigações, o homem utilizaria uma imagem social associada à religiosidade e à moralidade para estabelecer vínculos de confiança com as vítimas, facilitando a aproximação.


Próximos passos

A delegada responsável pelo caso, Nathalia Magalhães, observou a relevância dos canais de denúncia e do atendimento especializado. "A Polícia Civil atua de forma técnica e sensível em investigações dessa natureza, priorizando o acolhimento humanizado e a proteção. A deflagração da operação também busca encorajar outras possíveis vítimas a romperem o silêncio e procurarem o Estado", ressaltou a policial.

As investigações prosseguem sob sigilo para a completa elucidação do caso. A PCMG não descarta a existência de outras vítimas e orienta que novas denúncias sejam registradas diretamente na delegacia do município ou por meio do Disque-Denúncia 181.

Após os procedimentos de polícia judiciária na Deam, o homem foi encaminhado ao sistema prisional e está à disposição da Justiça.


Voz de Tamar

O nome da operação faz referência à personagem bíblica Tamar, descrita em contextos históricos como símbolo do sofrimento imposto às vítimas de violência sexual. De acordo com a equipe que coordena os trabalhos, a denominação alude à importância do acolhimento, da escuta qualificada e do rompimento do silêncio em crimes cometidos mediante manipulação emocional e abuso de autoridade moral.

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