Segundo a delegada Lia Eunice Valechi, a ocorrência policial foi feita em janeiro, após o pai estranhar o comportamento da filha e verificar as primeiras tatuagens. Apesar de o pai aconselhá-la do contrário, nos dias seguintes ela apareceu com novas marcas e manteve contato com o tatuador e outras pessoas relacionadas ao tipo de procedimento, levando-o a procurar a Polícia Civil e registrar a denúncia.
De acordo com a delegada, o tatuador tem 18 anos e o crime era praticado na casa do suspeito, no bairro Pequis. “Ele (o tatuador) está sendo investigado por lesão gravíssima por deformidade permanente”, explicou Lia Valechi. Conforme ela, “tatuar menor de idade, sem a expressa autorização dos pais, é crime, e a pena, no caso dessa vítima adolescente, pode variar de dois a oito anos”, salientou.
A delegada informou que o investigado disse que não sabia que a adolescente era menor de idade e por isso fez as tatuagens. “No entanto, a menor, ouvida aqui na delegacia, nos disse que ele sabia sim”, disse Lia Valechi. A delegada aproveitou para alertar a população de que a conduta, sem autorização, é crime e que os autores do procedimento poderão ser indiciados e penalizados pelo ato.



