A Polícia Civil de Minas Gerais, em Carmo do Paranaíba, concluiu na sexta-feira (18) o último de seis inquéritos voltados à apuração de uma série de crimes contra a vida ocorridos na cidade, em decorrência de uma disputa entre facções criminosas rivais. Vinte e duas pessoas foram indiciadas pelo crime.
Divulgação PCMG
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Ponto de tráfico e material aporeendido no curso dos inquéritos
No final de agosto de 2017, em menos de uma semana, indivíduos portando armas de fogo realizaram quatro ataques distintos, totalizando um homicídio consumado e cinco tentados, sendo que em duas dessas tentativas as vítimas foram atingidas por mais de cinco tiros de pistola 9mm (arma de uso restrito), porém sobreviveram. Após tais notícias, o boato de um “toque de recolher” se disseminou pelas redes sociais, levando as pessoas até mesmo a não saírem de suas casas, espalhando um clima de medo na cidade, que tem cerca de 30 mil habitantes.
As investigações, coordenadas inicialmente pelo Delegado Ítalo de Oliveira Cardoso Boaventura e depois assumidas pelo Delegado Alex Miller Lima, mostraram que os crimes decorreram de uma disputa entre duas facções rivais que atuam no tráfico de drogas, furtos e roubos, sendo uma delas composta por infratores residentes no bairro Paranaíba, e outra por indivíduos vindos da cidade de Patrocínio, que se instalaram no bairro Jardim Esperança.
Após esses fatos, outros crimes continuaram ocorrendo, como disparos de arma de fogo contra as casas dos envolvidos e também ameaças recíprocas, em especial nas redes sociais, em que os investigados até mesmo exibiam armas de fogo.
Já em 2018, houve duas tentativas de homicídio contra indivíduos do grupo de Patrocínio, porém sem vítimas feridas. No mês de março, em retaliação, estes efetuaram diversos disparos de pistola 9mm contra pessoas em um conhecido ponto de tráfico de drogas localizado no bairro Paranaíba, atingindo a perna de uma jovem que se encontrava no local. Na terça-feira (15/05), a Polícia Militar prendeu Eduardo Moreira de Oliveira, que tinha em seu desfavor mandado de prisão temporária, mas estava foragido. Sua prisão marcou o fim das apurações e o encaminhamento à Justiça do último dos seis inquéritos referentes aos conflitos.
Os trabalhos investigativos incluíram 25 mandados de busca e apreensão cumpridos, obtenção de um vasto número de provas testemunhais, análise pericial de imagens de câmeras de segurança e de aparelhos telefônicos, exames de locais de crime, autos de corpo de delito, exames de eficiência em armas de fogo e munições, e até mesmo microcomparação balística.
Ao todo, pela participação direta nos crimes contra a vida e delitos relacionados, foram indiciados 22 suspeitos, bem como demonstrado o envolvimento de seis menores infratores. No decorrer das investigações, muitos deles acabaram presos/apreendidos em decorrência de outros crimes, em especial roubos e tráfico de drogas.
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