Polícia Civil esclarece homicídio cometido há 12 anos

Por ASCOM-PCMG 24/08/2012 16h36

A Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida apresentou nessa quinta-feira (23), o resultado das investigações a cerca da morte de Josélia Mara Lopes, 32 anos, assassinada em julho de 2000, que culminou na identificação do autor do crime. O corpo da secretária foi encontrado em agosto daquele ano em avançado estado de decomposição, em uma mata do Bairro Camargos, na Região Noroeste da capital.

De acordo com a chefe da Divisão de Referência à Pessoa Desaparecida, delegada, Cristina Coelli, o caso só foi resolvido com a ajuda de um exame de DNA feito a partir de material coletado na peça íntima da vítima. “A perícia encontrou na época do crime indícios de que Josélia havia sido estuprada. O material foi colhido e armazenado por esses anos”, explicou a delegada.

                                                                                                                                                                                                 Rosy Ribeiro
  
Delegada Cristina Coelli e delegado Wagner Pinto


O ex-carcereiro da Polícia Civil, J.L.M., 46, foi identificado como o autor do crime. Ele era apontado como o principal suspeito da morte de Josélia, que desapareceu ao sair do trabalho, no dia 25 de julho, no centro da capital. Após o exame de DNA que confrontou o material biológico colhido do investigado e da peça íntima da vítima, foi pedida a prisão preventiva dele e o indiciamento por homicídio qualificado, estupro e extorsão.

A delegada ressaltou que o exame concluiu que há 99% de chances do material encontrado na calcinha da vítima ser de Milagres. “Sem dúvidas foi ele quem estuprou e matou Josélia”, disse.

Milagres está preso na Penitenciária de Segurança Máxima de Francisco Sá, no Norte de Minas, desde 2003. Ele já foi condenado por três estupros ocorridos em 1997, 1998 e 2003. Também possui passagens pela polícia por assalto, porte ilegal de arma de fogo e extorsão. Em 1995 foi expulso da Polícia Civil depois de ser acusado de roubo.

Segundo as investigações, outra pista que ajudou a polícia a identificar o suspeito foram os saques feitos na conta da vítima no mesmo dia do sumiço e em dias seguintes. Dessa forma foi possível confrontar os locais por onde a vítima passou e os locais que o autor frequentava. Outros indícios da autoria do crime são citados também nas 1151 páginas do inquérito policial referente ao desaparecimento de Josélia Mara.

A delegada Cristina Coelli ressaltou ainda que o investigado é de extrema periculosidade e mantê-lo preso é necessário para segurança e para a ordem pública.


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Texto: Rosy Ribeiro

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