A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu, na manhã desta terça-feira (7/10), mandados de busca e apreensão em endereços ligados a uma investigação que apura desvio de recursos e uso de notas fiscais falsas em uma empresa cerealista de Passos, no Sul de Minas.
A ação integra a operação Contrafactual, instaurada para investigar indícios de apropriação indevida de valores superiores a R$ 1,5 milhão, além da utilização de documentos fiscais sem respaldo em operações reais de compra e venda.
Conforme apurado pela PCMG, o esquema envolvia a emissão de notas fiscais “frias” para justificar movimentações financeiras e manipulação de balanços, possibilitando o uso irregular de cheques e depósitos bancários. As investigações também apontam o envolvimento de um funcionário de um sindicato na cidade, cuja atuação foi considerada essencial para a emissão dos documentos falsos.
Como resultado das medidas cautelares, o referido funcionário foi afastado de suas funções.
O nome da operação, Contrafactual, faz referência à estratégia dos investigados de criar uma realidade paralela — sustentada por notas fiscais e registros contábeis fictícios — para ocultar a inexistência de produção agrícola e justificar movimentações financeiras que, na prática, não correspondiam a negócios efetivos.
Durante a operação, foram apreendidos documentos, aparelhos celulares e outros materiais que subsidiarão o prosseguimento das investigações.
“A investigação busca descontinuar um sistema que simulava operações rurais inexistentes para gerar lastro contábil falso e movimentar recursos de origem ilícita”, esclarece o delegado responsável pelo caso, Felipe Capute. “Nosso objetivo é garantir que práticas fraudulentas como essa sejam identificadas e interrompidas, protegendo a competitividade do mercado e a sociedade”, destacou.
A investigação segue em andamento.



