A Polícia Civil apreendeu na casa de três suspeitos de praticar atos de vandalismo na Avenida Antônio Carlos, ocorridos no dia 26, objetos roubados em uma das lojas invadidas, óculos e máscara contra gás, tocas tipo ninja e outros materiais que apontam a intenção criminosa e premeditada dos envolvidos. As apreensões foram feitas na última sexta-feira (28), durante o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão que foram expedidos pela Justiça a partir das primeiras investigações da própria polícia.
Segundo a delegada Gislaine de Oliveira Rios, da equipe responsável pelas apurações, os objetos encontrados confirmam que os investigados se prepararam para o confronto e aproveitaram-se da manifestação pacífica para cometer crimes. “Os óculos e a máscara são apropriados para que o indivíduo suporte ambientes tomados por grande quantidade de gás. Essas pessoas saíram de casa dispostas a enfrentar a polícia, prontas para saquear e para enfrentar qualquer força que tentasse impedi-las”, afirma.
Juntamente com o delegado João César Bicalho, Gislaine Rios agora consolida as apurações para entrar em outra fase da investigação: individualizar a conduta de cada uma das pessoas suspeitas e identificar outros envolvidos, através de imagens que estão sendo analisadas cuidadosamente por uma equipe de investigadores. Ela adianta que já tem elementos suficientes para indiciar parte dos envolvidos, mas pretende fazer outras diligências para reunir o maior número possível de provas contra os suspeitos. “Os cidadãos comuns também podem nos auxiliar, enviando informações pelo telefone 181, do Disque Denúncia Unificado, que garante anonimato de quem nos ajuda”, acrescenta.
A delegada confirma que alguns dos investigados já tinham passagens pela polícia e outros, mesmo sem ficha criminal, possuem ligações com grupos dispostos a praticar crimes. Numa outra linha de investigação, a Polícia Civil analisa informações buscadas nas redes sociais, visando identificar integrantes de grupos radicais formados para desafiar o poder público. “São organizações com ramificações em outros estados e até em outros países, que possuem ideologia forte e pré-disposição para o enfrentamento”, afirma a delegada Paloma Boson, titular da Delegacia Especializada em Crimes Cibernéticos e que também integra a força-tarefa encarregada de investigar o vandalismo ocorrido durante as manifestações.
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