São 46 presos em virtude de mandado de prisão preventiva, sendo que seis dos alvos ainda foram autuados em flagrante por tráfico de drogas. Durante a operação, ainda, foram apreendidos cerca de 400 quilos de drogas, veículos, armas de fogo, cerca de R$ 5 mil em espécie e aparelhos celulares. De acordo com o Delegado Regional de Três Corações, Cristiano Silva de Almeida, presidente do inquérito policial, os investigados serão indiciados pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e organização criminosa.
O trabalho investigativo ocorre há mais de um ano, a partir de desdobramentos de outras operações. "Trata-se de uma minuciosa apuração, com identificação de alvos, monitoramento e levantamentos diversos, bem como representações de medidas cautelares à Justiça, culminando nesta operação, muito bem planejada e executada", destaca o Chefe do Departamento de Lavras, Delegado-Geral, Pedro Paulo Uchôa.
A Operação "Lilith" foi batizada com esse nome em referência bíblica à serpente que ofereceu o fruto proibido à Eva, causando sua expulsão do Paraíso. "Em termos gerais, fazemos questão de enfatizar o quanto o tráfico de drogas, assim como a serpente, utilizando de um discurso fantasioso de maravilhas, destrói vidas e famílias, trazendo inúmeros transtornos à Saúde Pública", ressalta Uchoa
Esquema criminoso
A Operação "Lilith" teve início em setembro de 2017, como ramificação da Operação "Narco Zero II", realizada pela PCMG na região de Três Corações. Na ocasião, foi identificado o suspeito de liderar a organização criminosa, Antônio Marcos Borges da Silva, conhecido por "Coala". As investigações apontam que "Coala" é um dos principais traficantes de drogas na cidade de Lambari, onde exerce intenso comércio de vários tipos de entorpecentes e conta com a atuação de muitos vendedores, os quais se dividem em vários níveis de hierarquia.
Segundo o Delegado Cristiano Silva de Almeida, por estar preso, "Coala" foi auxiliado por pessoas próximas, como a mãe Maria de Jesus Borges da Silva, a esposa Gislaine Silva de Melo, a ex-namorada Thais Santos Barbosa e o gerente Bruno Batista Sousa. "Inicialmente, a mãe e a esposa foram as principais colaboradoras, realizando diversas atividades relacionadas ao tráfico de drogas, sempre sob as ordens do investigado", observa.
No entanto, devido à Operação "Névoa II", desencadeada pelo Gaeco em Pouso Alegre, Gislaine e outros alvos da presente operação foram presos e, com isso, "Coala" passou a recrutar outros indivíduos que passaram a praticar o tráfico ilícito de drogas, a exemplo de Bruno Batista Sousa e Thais Santos Barbosa. "Foram levantados e qualificados vários outros indivíduos vinculados a esta organização criminosa, cujas atribuições foram bem definidas", conta o Delegado.
Durante as investigações, foi identificado e qualificado o principal fornecedor de drogas de "Coala", Paulo Ricardo da Silva. Paulo atualmente encontra-se preso no Presídio Estadual de Dourados/MS, uma vez que foi preso em flagrante transportando 356 tabletes de maconha.
A operação foi realizada por policiais civis do Departamento de Lavras, com participação de todas as Delegacias Regionais, com apoio do Departamento de Pouso Alegre e de Agentes do Sistema Prisional.



