As investigações tiveram início quando um indivíduo teria se deslocado a uma agência bancária de Alpinópolis a fim de sacar a quantia de R$ 53.469,67, referente a uma pensão por morte, a qual seria o beneficiário. Entretanto, o gerente do banco suspeitou de suas atitudes e das documentações apresentadas e o orientou a procurar a agência de Passos no dia seguinte.
Mediante troca de informações, os policiais civis em Passos conseguiram abordar o investigado no interior da agência. Como já era de conhecimento de que a documentação apresentada pelo indivíduo era inconsistente, ao entrevistar o mesmo, este admitiu a equipe de Investigadores que os documentos apresentados eram falsos.
O suspeito ainda confessou que integra uma organização criminosa especializada em fraudes contra o INSS e que estava na cidade acompanhado de mais duas mulheres, que também pertenciam à organização. De posse de tais informações, outra equipe da Polícia Civil localizou o veículo, com placas de Praia Grande (SP) nas imediações agência bancária. O automóvel estava sendo ocupado por três mulheres.
Ao ser solicitado os documentos pessoais das ocupantes do veiculo, estas apresentaram uma CNH e três carteiras de identidade, sendo constatado pelos policiais que a CNH e uma das identidades também eram falsas. A mulher que apresentou os documentos também confessou se tratar de outra pessoa e duas delas admitiram fazer parte da mesma organização criminosa.
Durante as ações policiais, outros materiais foram localizados, inclusive documentos em nome de uma terceira pessoa, os quais possivelmente seriam utilizados pelo grupo para fraudar o INSS em R$ 34.559,99. Foram localizados também aparelhos celulares que pertenciam à organização e eram utilizados para contato entres seus integrantes e o comando do grupo.
“Ficou apurado ainda que uma das mulheres presas era responsável por aliciar as pessoas que forneceriam os dados falsos para o golpe. Após a captação dessas pessoas, a quadrilha confeccionava os documentos e retornava até ela para a aplicação do golpe. Ainda segundo os depoimentos, a quadrilha possui um braço no estado de São Paulo”, explicou o delegado responsável pelo Caso, Paulo Queiroz Ferreira.
Os indivíduos que foram presos em Passos são residentes em Praia Grande (SP) e estavam na cidade há apenas dois dias hospedados em um hotel.



