Os suspeitos pertencem à principal organização ligada a essa modalidade criminosa no estado. As vítimas da ação eram, preferencialmente, idosos. Conforme levantamentos policiais, os suspeitos agiam em bancos de Minas Gerais e de outros estados, sempre aos finais de semana. Os investigados aproveitavam-se da dificuldade das vítimas em realizar transações bancárias para aplicar o golpe.
De acordo com a Delegada que coordena as investigações Cinara Rocha “A polícia Civil já estava monitorando esse grupo criminoso há um tempo. Apesar de haver alguns registros da atuação deles desde o ano passado, nos últimos meses, em razão da intensificação das condutas criminosas, foi realizado um trabalho de monitoramento mais próximo para efetivar a prisão dos autores”.
Nas últimas semanas, a PCMG constatou a ação dos suspeitos em Conselheiro Lafaiete, São João Del Rei, Divinópolis, Barbacena, além da capital. A Delegada acredita que o grupo seja composto por, no mínimo, cinco indivíduos sendo que, cada ação exigia a participação de dois integrantes da quadrilha.
Com amplo conhecimento sobre sistemas bancários, os suspeitos ofereciam ajuda às vítimas nos caixas eletrônicos, momento em que tinham acesso à senha da pessoa. Em seguida, enquanto a vítima era distraída por um dos membros do grupo, o outro fazia a troca do cartão bancário por um falso.
No momento da prisão, os suspeitos planejavam aplicar o golpe em uma mulher de 61 anos, funcionária pública, cuja renda mensal é de R$1 mil. A vítima tinha acabado de sacar o valor integral do salário. Como não havia mais saldo na conta corrente, os suspeitos realizaram empréstimo consignado, operação que ficou sob análise do banco. Os suspeitos aguardavam do lado de fora da agência, quando foram abordados pela equipe da Patrulha Metropolitana Unificada de Apoio (Puma) do 1º Departamento da Polícia Civil.
Investigações apontam que os investigados podem ter causado um prejuízo às vítimas em torno de R$ 200.000. O Delegado Felipe Falles, responsável pela Delegacia Regional de Polícia Civil Sul, acrescentou que “Já foram identificadas mais de 20 vítimas dessa organização criminosa nos locais onde ela atuava (Belo Horizonte, interior e outros estados)”.
Para o Chefe do 1º Departamento de Polícia Civil, Delegado-Geral Wagner Sales, “as pessoas já estão suficientemente alertadas quanto a esse tipo de prevenção: não aceitar ajuda de estranhos em agências bancárias. Mas eles (criminosos) se aproveitam da fragilidade e, as vezes, da ingenuidade das pessoas para se aproximar, contar uma história de forma persuasiva, obter a senha e, depois, fazer a troca do cartão”.
Clique aqui para assistir ao vídeo.
Inscreva-se no nosso canal e ative as notificações para acompanhar as novidades e ser avisado assim que a nossa live começar.



