Oito pessoas foram presas na manhã desta quarta-feira (1º), suspeitas de praticarem diversos crimes patrimoniais, em operação realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais nos municípios de Matozinhos, Pedro Leopoldo, Sete Lagoas, Caetanópolis e Paraopeba, todas na região Central do Estado, e em Belo Horizonte.
Divulgação PCMG
Delegado Ednelton Carracci
As prisões são resultantes da Operação “Worker”. As investigações já duram cerca de três meses e apuram os crimes de roubo, furto, receptação, adulteração de veículos e corrupção. Outras duas pessoas já haviam sido presas anteriormente, em Matozinhos.
Além dos mandados de prisão preventiva, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão. A polícia apreendeu 18 caminhões e quatro veículos de passeio com sinais de adulteração e transplante de peças, além de diversos documentos, que estão sendo analisados.
O delegado Ednelton Carracci, responsável pela investigação, explica como funcionava o esquema da organização criminosa, que agia há mais de dez anos principalmente em Matozinhos, mas com ramificações em vários locais de Minas Gerais e de outros estados, inclusive. “Os suspeitos mantinham uma oficina de fachada em Matozinhos, que realmente era vinculada a outros prestadores de serviços. Os clientes colocavam os veículos para conserto, de boa fé, e os suspeitos utilizavam veículos roubados ou furtados para transplantar as peças dos mesmos para outros veículos que já se encontravam na oficina, para consertos. Depois, os integrantes da quadrilha adulteravam os números de identificação dos veículos, chassi, trocavam cor, e comercializavam em diversos lugares do país”. Os suspeitos também lucravam com a venda de peças retiradas dos veículos furtados ou roubados, além de peças retiradas dos veículos destinados a consertos, nas oficinas.
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Presos
De acordo com o que foi apurado pela polícia, os veículos adquiridos pela quadrilha eram furtados ou roubados à mão armada, mediante ameaça, mas sem agressões às vítimas. A polícia fechou duas oficinas em Matozinhos, ambas pertencentes ao preso Antônio Alvim Aguiar de Andrade, 37 anos, que, de acordo com as investigações, seria o líder da organização criminosa.
Nenhum dos suspeitos presos confessou os crimes. Em um sítio em Pedro Leopoldo, pertencente à mãe de Pedro de Castilho Duarte, de 38 anos, a polícia apreendeu três veículos de passeio adulterados, todos carros populares, e documentos. Pedro é filho de uma desembargadora.
O nome da operação, “Worker”, se deve a dois fatores. O primeiro é que a investigação teve início a partir de um caminhão modelo Worker, que foi o primeiro veículo adulterado descoberto pela polícia. Outro motivo é pelo fato de que um dos suspeitos, “Alvim”, costumava falar em conversas telefônicas que “é trabalhador”.
A polícia, agora, trabalha para a realização das prisões de outros quatro suspeitos, que tiveram prisões preventivas decretadas pela Justiça e se encontram foragidos.
Relação de presos preventivamente:
1 – Antônio Alvim Aguiar de Andrade, 37 anos, conhecido como “Alvim”. Possuía passagens por interceptação, adulteração de veículos, organização criminosa e corrupção de menores.
2 – Walison Moia Ribas, 28 anos, conhecido como “Moia”. Possuía passagens por interceptação, adulteração de veículos, organização criminosa e corrupção de menores.
3 – Leonardo Cota Teles, 32 anos, conhecido como “Zé das Quintas”. Possuía passagens por tráfico de drogas, associação para o tráfico, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, ameaça, furto e lesão corporal.
4 – Luiz Fernando Nunes Mota, de 26 anos, conhecido como “Luiz Gordo”. Possuía passagens por tráfico de drogas, furto, adulteração de veículos e lesão corporal.
5 – Pedro de Castilho Duarte, de 38 anos, conhecido como “Pedrinho”. Possuía passagem por lesão corporal no trânsito.
6 – Viviane Fiel Valério Guimaro, 34 anos. Sem antecedentes criminais.
7 – Wilde Moreira Araújo, de 42 anos, conhecido como “Wil”. Possuía passagens por homicídio tentado, ameaça, receptação, adulteração de veículos, organização criminosa e corrupção de menores.
8 – Wanderley Martins, de 52 anos. Possuía passagens por receptação, organização criminosa, estelionato, falsificação de documentos e lesão corporal.
9 – Carlos Eduardo Araújo, de 35 anos. Possuía passagem por uso de documento falso.
10 – Paulo Guilherme Veloso Pereira, de 24 anos. Possuía passagens por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito, homicídio tentado e furto.
Suspeitos com mandado de prisão preventiva decretada, que encontram-se foragidos:
1 – Adalberto Felipe Soares da Silva, de 29 anos, conhecido como “Beto” ou “Betão”.
2 – Gerson Júnio Silva de Freitas, de 34 anos, conhecido como “Juninho”.
3 – Gleyson Márcio de Freitas, de 26 anos, conhecido como “Gleyson de Pinduca”.
4 – Wellington Carlos Moreira, de 33 anos, conhecido como “Chaveiro” ou “Chaveirinho”.
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