Conforme apurado, o suspeito fugiu do bairro Vale do Jatobá, Região do Barreiro, na capital, após o homicídio de um homem de 33 anos. O chefe da Divisão Especializada em Investigação de Crimes Contra a Vida (DICCV), Delegado Emerson Morais, chama a atenção para a futilidade da motivação do crime. Levantamentos apontaram que, cinco dias antes do homicídio, o suspeito teria se irritado com o fato de a vítima estar pescando em uma lagoa pública existente na região dos fatos. Testemunhas relatam que o investigado, de perfil violento, considerava-se proprietário desse lago.
Em 18 de abril do ano passado, data do crime, a vítima estava a caminho de casa, acompanhado por um amigo, quando foi surpreendido pelo suspeito, que desembarcou de um carro e disparou diversas vezes contra ele.
O delegado Alexandre Fonseca, que coordena as investigações, conta que, inicialmente, a polícia teve acesso somente ao apelido do investigado. Por meio do trabalho de inteligência policial, foi possível qualificar o suspeito. Contra ele constavam cinco mandados de prisões sendo três preventivas, uma por condenação e uma de recaptura, todos referentes a crimes de roubo e extorsão, cometidos entre os anos de 2006 a 2008. Ele estava foragido desde 2009.
De acordo com a investigadora Nayara Soares, em razão desses mandados de prisão, o homem registrou os dois filhos, de 6 e 9 anos, no nome do irmão para evitar ser localizado. No momento da prisão, o investigado se identificou com outro nome e apresentou CNH falsa. O suspeito será indiciado pelos crimes de homicídio qualificado, uso de documento falso e falsa filiação (por ter registrado os filhos usando o nome do irmão).



