Conforme investigado pela equipe da 4ª Delegacia de Polícia Civil Centro, as vítimas, a maioria menores de idade ou jovens adultos desempregados, eram contatadas pelas suspeitas por telefone. Durante a conversa, as vítimas eram convidadas a participar de entrevistas de emprego na empresa, situada na Rua dos Goitacazes, Centro de Belo Horizonte, com a promessa de uma vaga de emprego.
No local, os interessados passavam por entrevistas e exames com funcionários, que informavam a eles que as qualificações profissionais eram insuficientes para obter uma vaga de trabalho. Então eram oferecidos cursos de aperfeiçoamento, ofertados pela empresa a preços variados, com a condição de que apenas após a conclusão desses treinamentos as vítimas poderiam ser empregadas.
Assim, a PCMG realizou hoje (20) a operação Falsa Esperança, na suposta empresa, onde foram apreendidos diversos documentos, celulares e computadores que auxiliarão na continuidade das apurações. As proprietárias da empresa, mãe e filha, estavam no local, assim como duas vítimas e funcionários. Todos foram conduzidos à delegacia para prestar esclarecimentos.
O delegado responsável pelo inquérito policial, Alessandro Santa Gema, destaca a forma padrão adotada pelos suspeitos para ludibriar as vítimas. “Nossos levantamentos mostram que a forma como os investigados agiam sempre consistia em atraí-las [as vítimas] com oferta de empregos garantidos aos jovens à procura de uma posição no mercado de trabalho e, então, vender cursos que seriam imprescindíveis para obter a vaga. Porém, tal vaga não existia em vários casos relatados pelas próprias vítimas que se sentiram lesadas”, informou o delegado.
As duas mulheres foram conduzidas à Delegacia de Plantão, onde foram ouvidas sobre os fatos. As investigações prosseguem



