As investigações, conduzidas pela Delegacia Especializada de Homicídios (DEH) em Ribeirão das Neves, vinculada ao Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), apontaram que o crime foi motivado por uma discussão de caráter homofóbico.
Segundo o delegado Marcus Rios, responsável pelo caso, imagens de segurança e depoimentos de testemunhas revelaram que a vítima, que era homossexual, estava sozinha no bar e, após consumir bebidas alcoólicas, teria flertado com alguns clientes. “O conflito começou quando a vítima tentou beijar um amigo do suspeito, o que gerou uma discussão. Nesse momento, o investigado pegou uma garrafa e golpeou a cabeça do jovem, que caiu imediatamente ao chão”, explicou o delegado.
Rios destacou que, após o ataque, a vítima permaneceu inconsciente por aproximadamente 15 minutos, enquanto o suspeito, sua namorada e três amigos continuaram no local. “Somente após esse período, um dos clientes percebeu que o jovem estava espumando pela boca e havia evacuado involuntariamente”, relatou o delegado.
O grupo, com a ajuda de outro cliente que dirigia um veículo, levou a vítima até uma unidade de pronto atendimento (UPA), alegando que ele havia sofrido uma queda. No entanto, quatro dias após o incidente, o jovem faleceu devido à gravidade do ferimento.
Indiciamento
O delegado Marcus Rios informou que, embora o Código Penal brasileiro não contemple a tipificação de homicídio qualificado por homofobia, o suspeito foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil. O investigado está preso temporariamente desde 9 de outubro e aguarda as decisões judiciais sobre o caso.



