Em ação simultânea que mobilizou mais de 300 policiais civis em diversas cidades mineiras e no estado do Paraná, a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (23/10), a operação Via Pecuniam. O trabalho, que culmina dois anos de investigação iniciada em Araxá, visou desarticular uma das maiores organizações criminosas voltadas ao tráfico de drogas, à lavagem de dinheiro e à prática de homicídios no estado.
No total, foram expedidos 197 mandados judiciais de prisão, busca e apreensão e de bloqueio de contas bancárias. Até o momento, foram efetivadas 29 prisões e apreendidos 25 veículos — entre eles, carros de luxo — além de duas armas de fogo, joias, dinheiro, centenas de aparelhos celulares, documentos e maquinário utilizado para embalar drogas.
As medidas judiciais foram cumpridas em Araxá, Uberaba, Tapira, Frutal, Ibirité, Montes Claros, Uberlândia, Ituiutaba e Canápolis, em Minas Gerais, e também em Foz do Iguaçu, no Paraná.
Investigação
Segundo o delegado Vinícius Ramalho, o grupo utilizava uma rede de “testas de ferro” – empresas de fachada e fintechs para movimentar os valores oriundos do tráfico. “Identificamos transações que alcançam um montante de R$80 milhões no período de dois anos, com atuação que se estendia desde a tríplice fronteira até diversas regiões de Minas e do país”, destacou.
Ramalho explicou ainda que o trabalho resultou na prisão do indivíduo considerado atualmente o maior traficante de cocaína de Minas Gerais. “A operação foi um sucesso e representa um golpe significativo contra o crime organizado. Esse resultado é fruto da integração entre as unidades da Polícia Civil e do apoio de toda a instituição”, afirmou.
Ação integrada
O chefe do 5º Departamento de Polícia Civil em Uberaba, delegado Felipe Colombari, ressaltou a amplitude da operação e o empenho das equipes envolvidas. “Estamos atuando com mais de 300 policiais civis, em parceria com a Polícia Civil do Paraná, para desbaratar uma organização criminosa que, somente no último ano, prejudicou significativamente os cofres públicos”, finalizou.



