Após o fim do relacionamento, o investigado teria tentado incendiar a casa da ex, onde dormiam a mulher, a mãe, o irmão e um tio dela. A investigação da Polícia Civil revelou que a vítima era constantemente agredida pelo suspeito, com quem manteve um relacionamento amoroso por cinco meses. As constantes agressões físicas motivaram a mulher a terminar a relação.
Violência Doméstica
No dia dos fatos, quando retornava de uma festa com o irmão, o suspeito, bastante exaltado, teria agredido a vítima com puxões de cabelos. O irmão dela presenciou a agressão e também se envolveu na discussão, sendo ameaçado pelo suspeito. Segundo levantamento, o investigado foi até a fazenda onde trabalhava e encheu um galão com uma mistura de óleo e gasolina, retornando para a casa da vítima.
Segundo o delegado Teles Bustorff, pela janela da casa, o homem teria jogado a mistura em um sofá onde o irmão da vítima dormia. Logo depois, ele arrombou a porta, jogou todo o restante da mistura e ateou fogo. O irmão da vítima teve 72% do corpo queimado e encontra-se internado na UTI, em Montes Claros. As outras vítimas sofreram queimaduras leves. A casa foi parcialmente destruída pelas chamas.
Prisão Preventiva
O delegado explicou que logo após os fatos, no mesmo dia, o investigado fugiu e não foi localizado pela polícia. “Com o avanço das diligências e das provas coletadas, representamos pela prisão preventiva do suspeito e o mandado foi deferido pela Justiça”, acrescentou Teles.
O investigado foi localizado e preso na cidade de Divinópolis, distante mais de 470 quilômetros de Bocaiúva, após um trabalho de inteligência entre as polícias civis do Departamento em Montes Claros e do município onde ele estava escondido. “O serviço de inteligência do 11º Departamento localizou o homem na cidade de Divinópolis, para onde ele fugiu. Com o compartilhamento de informações, foi possível localizá-lo e efetivar sua prisão, no dia 13 de agosto”, detalhou o delegado.
As investigações foram finalizadas e encaminhadas para a Justiça. O homem permanece preso no sistema prisional.
Canais de Denúncia
Os casos de violência doméstica e familiar contra as mulheres podem ser levados à Polícia Civil por meio das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deams) e das Delegacias de Polícias (nos locais em que não há Deam). O registro também pode ser feito via disques 180 ou 181 e pela Delegacia Virtual, nos casos de ameaça, vias de fato/lesão corporal e descumprimento de medida protetiva. No âmbito do 11º Departamento, também há a disponibilidade da ferramenta Chame a Frida, que pode ser acessada via WhatsApp.



