PCMG aponta discussão entre vizinhos como motivação para homicídio

Por ASCOM-PCMG 17/03/2020 17h17

Divulgação/PCMG

Durante ação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), conduzida na manhã desta terça-feira (17/03), um homem de 57 anos foi preso, suspeito de envolvimento na morte de um rapaz de 24 anos. Ele foi detido enquanto cumpria expediente como operador de telemarketing, em uma concessionária de veículos no bairro São Francisco, capital.

Um segundo investigado pelo mesmo crime, de 39 anos, já havia sido preso no domingo (15/03). Conforme explicou o Delegado que preside o inquérito policial Alexandre Oliveira, o homicídio foi ordenado pelo filho operador de telemarketing, de 29 anos, que já estava preso pelos crimes de homicídio e tráfico de drogas.

Motivação

No dia 17 de agosto do ano passado, o operador de telemarketing discutiu com a vítima, após desentendimento sobre a demarcação de um lote. O suspeito, que mora em uma área de invasão, não aceitou que a vítima cercasse parte do terreno que ele considerava ser de sua propriedade.

Após atrito verbal entre os dois, a vítima teria dito que era bandido, momento em que o suspeito respondeu que o rapaz não deveria ameaçar quem não conhecia.

O suspeito fez então contato com o filho, que já estava preso, e contou o ocorrido. O homem de 29 anos contratou três pessoas para executar a vítima. A ação foi toda gravada em vídeo, como forma de provar a consolidação do crime.

Dinâmica dos fatos

Um dia após a discussão, os executores se juntaram para cometer o homicídio. Às 17h30, o trio roubou um carro de aplicativo de transporte, no bairro Castelo. O motorista foi rendido quando o passageiro saía do veículo. Às 18h14, os três chegaram à casa da vítima, no bairro Nova Cintra, e a executaram com 26 disparos na região da cabeça.

Às 20h24, o trio retornou para a região da Pampulha, no bairro Jardim Montanhês, e atiraram aleatoriamente contra três jovens que conversavam na calçada. Os amigos sobreviveram ao ataque. Logo em seguida, os executores abandonaram o carro roubado em Ribeirão das Neves.

O Delegado Alexandre Oliveira conta que foi possível identificar que as vítimas tentadas foram atingidas pelo trio criminoso por meio de exame de balística. Os executores ainda são alvo de investigação policial.

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