Conforme apontam as investigações, o grupo criminoso, comandado por duas pessoas, ocultava a movimentação do dinheiro ilícito em contas abertas por meio de empresas fictícias, cadastradas em nome de laranjas. As empresas recebiam o dinheiro, em contas distintas, de forma a simular a origem lícita dos valores. A polícia acredita que essas empresas tenham movimentado R$ 761 milhões, dinheiro que seria utilizado para fomentar e financiar o tráfico de drogas em todo o país.
“Essa investigação iniciou na cidade de Ponte Nova, quando no ano passado, em uma ação conjunta entre Polícia Civil, Ministério Público e Polícia Militar, foi realizada a operação Aves de Rapina, que prendeu mais de 30 pessoas por tráfico de drogas. O resultado dessa operação é que foram identificados, com as pessoas presas, vários depósitos bancários em nome de empresas sediadas em Belo Horizonte e em outros estados”, explica o delegado Silvério Rocha.
A partir dessa informação, o Ministério Público requisitou investigação para apurar o possível crime de lavagem de dinheiro, sendo identificado esse núcleo, sediado em Minas Gerais. De acordo com Rocha, embora independente, o grupo mantinha relação com outras duas organizações, uma em Mato Grosso e outra na região Nordeste do país. Nesse período, duas operações já foram deflagradas, uma pela Polícia Federal no Mato Grosso (com bloqueio de aproximadamente R$ 37 milhões), e a segunda pela Polícia Civil de Pernambuco (com prisões inclusive em Minas Gerais e apoio da polícia mineira).
O nome da operação em inglês está relacionado ao fato de a expressão ‘lavagem de dinheiro’ ter se originado nos Estados Unidos, na década de 20. As investigações prosseguem.
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