Operação Guerrilha desarticula tráfico de drogas no Barreiro

Por ASCOM-PCMG 21/05/2019 14h37

Divulgação/PCMG

Uma investigação iniciada há cinco meses resultou, na manhã desta terça-feira (21), na deflagração da Operação Guerrilha, realizada pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), visando o cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão na região do Barreiro, capital.

Durante a ação, realizada em diferentes endereços do bairro Araguaia, foram presos quatro indivíduos envolvidos com o tráfico de drogas, além de serem apreendidos entorpecentes diversos, entre eles cerca de 500 pedras de crack, pinos de cocaína e maconha. Também foram arrecadados no curso da operação, realizada em duas fases, éter (usado para transformar a pasta base em cocaína e crack), dinheiro proveniente do comércio de drogas, munições (calibres 32 e 38), cinco carros (entre eles veículos de luxo) e duas motocicletas de alta cilindrada.

Na primeira etapa da operação, realizada há dois meses, o líder da organização criminosa já havia sido preso. Anderson Soares de Abreu, de 26 anos, foi detido em posse de uma pistola Glock, calibre 40, de uso restrito. Na segunda fase, realizada nesta terça-feira, foram presos Gean Macedo Santos, de 23; Antônio Nunes Coelho, de 48; Kátina Cardoso dos Santos, de 33; e Renata Marinho Costa, de 32.

Um dos endereços investigados pela polícia foi um sítio em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A polícia constatou que o local era utilizado pelo grupo para manipular e embalar a droga que seria, posteriormente, vendida no varejo.

O Chefe do Departamento Estadual de Combate ao Narcotráfico (Denarc), Júlio Wilke, ressalta que as prisões realizadas nessa operação causam um grande impacto no tráfico de drogas local, haja vista a influência que a facção tinha na comercialização de entorpecentes, assim como o medo que impunham à comunidade, que sentia-se acuada pelos suspeitos.

O Delegado que coordena as investigações, Thiago Saraiva, conta que a organização criminosa era operada entre familiares gerando lucro considerável para os integrantes da facção. No curso do trabalho policial, foram atribuídos, ao grupo, além dos carros e motos de luxo, casas de alto padrão (que destoam dos demais imóveis da região).

Ainda de acordo com Saraiva, testemunhas relatam que a movimentação de usuários no local era intensa, tornando-o semelhante a uma ¿mini cracolândia¿, considerando que o produto mais comercializado pelo grupo criminoso era o crack. O Delegado garantiu que o local continuará sob monitoramento a fim de que o tráfico de drogas na região não seja reiniciado.

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