Durante a ação, os policiais prenderam dois homens, de 39 e 42 anos, e apreenderam celulares, documentos, dois carros e dezenas de quilos de carnes impróprias para o consumo.
As investigações, coordenadas pela Delegacia Especializada na Repressão de Crimes Rurais, tiveram início há dois meses, após a informação de que um homem, de 45 anos, estaria vendendo em seu açougue, no bairro Maracanã, carnes que haviam sido furtadas ou roubadas.
O nome da operação faz referência à fábrica de linguiça do investigado, um tipo de embutido, vendido de forma irregular, inclusive com suspeitas do enchimento com carnes de animais exóticos.
A ação, que contou com o envolvimento de 12 policiais civis, teve a participação ainda da Vigilância Sanitária, responsável pela fiscalização e interdição do açougue alvo da investigação.
Investigações
Levantamentos indicam que o empresário investigado adquiria animais bovinos provenientes de crimes cometidos em cidades vizinhas, a preços abaixo do valor de mercado e sem o devido controle de qualidade, expondo à venda alimentos impróprios para o consumo.
Ainda durante as investigações, policiais civis apuraram o possível envolvimento do empresário em outros crimes. Ele é suspeito de manter uma empresa de venda de placas fotovoltaicas, sobre as quais há indícios de que também seriam adquiridas de maneira ilícita e revendidas no mercado local, em uma espécie de lavagem de dinheiro.
O homem, conforme apurado, também teria o hábito de portar arma de fogo e há a suspeita de que ele tenha recebido auxílio emergencial de forma irregular.



