Investigação
Com duração de aproximadamente um ano e seis meses, a investigação revelou um esquema de pagamento de horas extras não realizadas. A apuração inicial apontou que o responsável por um setor da Secretaria de Obras teria registrado horas extras indevidas para um servidor, exigindo, em troca, a gravação e divulgação de mensagens homofóbicas contra um vereador.
Posteriormente, o esquema mostrou-se mais abrangente, envolvendo o pagamento de valores ilícitos a servidores, que repassavam parte das quantias ao responsável pelo setor administrativo, prática conhecida como "rachadinha". Desde 2020, foram detectados pagamentos de horas extras significativamente superiores aos anos anteriores. Além disso, propinas eram cobradas para a conversão de férias em dinheiro, caracterizando corrupção.
Operação
Durante a operação, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão, além da aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. O nome "Bilocação" faz alusão ao fenômeno religioso de aparecer em dois locais ao mesmo tempo, já que os servidores recebiam pelas horas extras enquanto permaneciam em suas casas.
Participação
A operação contou com a participação de 17 policiais civis, 18 policiais militares, e dois promotores de Justiça.



