Além dos empréstimos, a suspeita ainda convencia as vítimas de entregar-lhe documentos, os quais eram utilizados para abrir contas e realizar movimentações financeiras, causando consideráveis prejuízos patrimoniais. Para isso, a investigada dizia que receberia uma grande quantia em dinheiro referente a uma herança, e que o valor seria repassado para as vítimas.
As investigações apontam ainda que a mulher utilizava contas falsas, criadas em aplicativo de mensagens, passando-se por juízes de Direito, gerentes de banco e advogados. Além disso, ela teria falsificado um documento, como se tivesse sido emitido pelo presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, com o objetivo de fazer as vítimas acreditarem que seria necessário o repasse dos valores para ela.
Segundo o delegado responsável pela investigação, Diogo Luna Moureira, "o grau de crueldade e perversidade da investigada é de tal monta que ela chegou a entregar às vítimas uma maleta de notebook, trancada com um cadeado, com as inscrições BB 14-08 e 13-08, dizendo que nesse malote havia R$100 mil, mas que não poderiam abri-la". Conforme as instruções da suspeita, a mala só poderia ser aberta quando as vítimas recebessem autorização, a qual seria repassada por meio dos supostos perfis de juízes de Direito.
As vítimas levaram a maleta à Delegacia de Polícia, a qual foi aberta e encontrada, em seu interior, cinco livros. As vítimas idosas estão sem receber os seus rendimentos desde o meio do ano, já que todo o valor é sacado pela investigada, incluindo os benefícios pagos este mês.
Diante dos fatos, a PCMG representou pela prisão preventiva da mulher, sendo o pedido deferido pelo Poder Judiciário.



