Investigados por estupro de vulnerável são presos pela PCMG

Por ASCOM-PCMG 30/08/2024 08h53

Divulgação/PCMG

Três investigações culminaram na prisão dos suspeitos por estupro de vulnerável pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), nessa quarta-feira (28/8) e quinta-feira (29/8). Dois dos investigados foram presos na região Leste de Belo Horizonte e o terceiro, que estava foragido, foi localizado e preso em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana (RMBH).

As três prisões são fruto de investigações distintas da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca) em Belo Horizonte.

Uma delas apurou o estupro cometido por um homem, de 68 anos, vizinho da vítima, que foi preso no bairro Concórdia, na capital. Já em outra investigação, o suspeito, de 43 anos, preso no bairro Boa Vista, também em BH, teria abusado da filha de 12 anos. E em mais uma investigação, um foragido, de 36 anos, foi preso na RMBH em razão de mandado de prisão em aberto por abusar de uma adolescente na região do Barreiro em agosto de 2023.

A chefe do Departamento Estadual de Investigação, Orientação e Proteção à Família (Defam), delegada-geral Carolina Bechelany, apresentou os dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública referente a estupro de vulnerável, envolvendo crianças e adolescentes, registrados no Brasil, reforçando a necessidade de pais e responsáveis ficarem atentos aos filhos. “73.024 casos de estupros de crianças e adolescentes no ano de 2023, sendo que desse total 40.659 são vítimas de 0 a 13 anos de idade; 72,2% dos casos acontecem nas residências dessas crianças e 71,5% são cometidos por familiares”. A delegada ainda acrescenta que “isso demonstra, mais uma vez, a estatística que mais de 70% dos casos envolvem pessoas da família e do círculo familiar, razão pela muitas das vezes as crianças são desacreditadas. Mas as estatísticas estão aí, por isso precisamos ouvir e dar credibilidade a essas crianças”, destacou Bechelany.

Vizinho

Investigado por abusar de uma adolescente, de 13 anos, um homem, de 68 anos, vizinho da família da vítima, foi preso preventivamente pela equipe da Depca Leste, na manhã desta quinta-feira (29/8). Os fatos ocorreram em 2024, quando a vítima revelou os abusos ao psicólogo.

A delegada Thaís Degani, responsável pela investigação, informou que a vítima frequentava a casa do vizinho, que tinha a confiança da família da menina, e após um tempo ela passou a se comportar de forma agressiva, sendo encaminhada ao psicólogo quando revelou os fatos. “Essa adolescente tinha o costume de ir às tardes na casa desse vizinho, que sempre foi muito simpático com a família, e os pais dessa vítima não viam nenhum empecilho de a filha frequentar a casa desse vizinho. Aí a menina começou a mudar o comportamento, passou a ficar agressiva e a mãe a levou em um psicólogo. Lá, a adolescente relatou os abusos sexuais sofridos por parte desse vizinho”, contou a delegada.

Pai

Já o suspeito, de 43 anos, acusado de ter abusado sexualmente da filha, de 12 anos, foi alvo do mandado de prisão preventiva cumprido pela equipe da Depca Leste, nesta quarta-feira (28/8). A investigação iniciou em 2019, assim que a PCMG teve conhecimento dos fatos.

Segundo a delegada Thaís Degani, que presidiu o inquérito policial, a vítima contou para a mãe que era abusada pelo pai na residência dele. “O genitor é separado da mãe e só aos 12 anos que a criança veio relatar os fatos à mãe, quando a menina disse que não queria mais visitar o pai”, revelou

Ainda conforme a delegada, a mãe questionou o motivo. “Depois de muita conversa a filha resolveu falar que desde os 7 anos é vítima de abuso sexual praticado pelo pai”, explicou Degani.

Segundo a delegada, em 2019, quando a ocorrência foi registrada, a PCMG fez o requerimento da medida protetiva para a criança não ter mais contato com o pai e com a finalização do procedimento foi realizada a prisão preventiva do suspeito.

Em ambas as investigações, os suspeitos não possuem registros policiais anteriores. “Os autores dos abusos geralmente não têm antecedente criminal, são pessoas que as vítimas depositam muita confiança”, concluiu a delegada.

Amigo da família

Um terceiro investigado, de 36 anos, era considerado foragido desde janeiro de 2024, já que tinha mandado de prisão em aberto cumprido, nesta quarta-feira (28/8), no bairro Veneza, em Ribeirão das Neves, onde ele foi localizado pela equipe da 4ª Delegacia de Polícia Civil Noroeste.

Os fatos ocorreram em agosto de 2023 no bairro Califórnia, em BH, quando a Depca iniciou as apurações em que uma adolescente de 13 anos foi vítima de violência sexual.

As investigações foram concluídas em janeiro deste ano com indiciamento do suspeito por estupro de vulnerável e requerimento da prisão preventiva do suspeito, que foi deferida pela justiça.

Segundo a delegada Thalita Caldeira, que conduziu os trabalhos investigativos, o suspeito morava no bairro Água Branca, em Contagem, na RMBH, mas frequentava um bar próximo à casa da vítima e era amigo da família. “Vítima e suspeito se conheciam do bar do tio da vítima, que era frequentado pelo homem e fica próximo à casa da adolescente, na Vila Paris em Contagem. Na data dos fatos, o investigado convidou, por mensagem de celular, a menina para tomar um picolé. Ele a buscou perto de casa durante à noite em uma caminhonete e a levou para uma região erma. Em frente a um lote vago, mediante ameaça com arma de fogo, praticou o abuso sexual. Após o crime, ele passou em uma padaria, comprou um picolé para a vítima e a deixou nas proximidades da residência dela”, detalhou.

A delegada Renata Ribeiro, chefe da Divisão Especializada em Orientação e Proteção à Criança e ao Adolescente (Dopcad), pontuou sobre os procedimentos iniciais assim que o crime ocorreu. “A vítima, na data do crime, chegou em casa e contou os fatos, sendo foi encaminhada e atendida em um hospital de referência, onde todo o procedimento humanizado de atendimento à vítima de violência sexual foi adotado. Foi feito o registro dessa ocorrência e iniciadas as investigações pela Depca”, informou. “Em que pese o autor não ser da família, ele indivíduo frequentava o bar familiar, sendo uma pessoa próxima, a vítima não sentiu medo ou receio de sair para tomar um sorvete com uma pessoa que inspirava confiança”, complementou.

O homem, que também está sendo investigado por apropriação indébita pela equipe Noroeste de BH da PCMG, possui antecedentes criminais por porte ilegal de arma de fogo, infrações de trânsito e já preso por não pagar pensão alimentícia em uma cidade do interior do estado.

Com a prisão dos três indivíduos por estupro de vulnerável, eles estão à disposição da justiça no sistema prisional.

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