Investigação sobre feminicídio na capital é concluída pela PCMG

Por ASCOM-PCMG 02/09/2025 14h32

Divulgação/PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, nesta semana, o inquérito que apurou a morte de uma mulher de 46 anos, vítima de feminicídio no bairro Padre Eustáquio, região Noroeste de Belo Horizonte. O companheiro dela, de 45 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar no mesmo dia do crime (16/8).

A delegada Iara França, do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP), informou que a vítima tinha dois filhos e havia conhecido o suspeito há cerca de cinco meses. Inicialmente, o relacionamento parecia promissor, mas rapidamente surgiram sinais de comportamento obsessivo e controlador por parte do homem.

“A experiência mostra que esse tipo de agressor busca exercer controle absoluto sobre a vítima, muitas vezes por meios psicológicos e digitais, sem que haja agressão física prévia”, afirmou a delegada.

Nos primeiros meses, familiares e amigos perceberam atitudes de monitoramento e posse do suspeito, que exigia detalhes sobre deslocamentos e redes sociais da vítima. Conforme explicou a Iara, “o controle e a perseguição podem ser sutis, mas são indicadores importantes de risco extremo”.

No dia 14 de agosto, a mulher decidiu terminar o relacionamento após constatar o comportamento perigoso do suspeito. Contudo, voltou a encontrá-lo no dia seguinte. Assim, na madrugada do dia 16 de agosto, após uma discussão, o homem esganou a vítima, provocando sua morte.

A prisão em flagrante ocorreu quando a Polícia Militar, acionada pela família da vítima, encontrou o investigado tentando se agredir a facadas. Ele foi imobilizado e encaminhado para atendimento em hospital, onde passou por cirurgias e permanece sob custódia policial. Ao ser ouvido pela PCMG, ele se manteve em silêncio.

Alerta

Para a delegada Iara França, o caso reforça a importância da Lei Maria da Penha e da observação de sinais de controle excessivo em relacionamentos. “Precisamos conscientizar sobre comportamentos de posse e perseguição, mesmo quando não há agressão física. O monitoramento constante, a manipulação e a tentativa de isolamento social são alertas de risco”, finalizou.

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