O suspeito de matar a universitária Núbia Glenda Ferreira da Silva, 20 anos, em setembro de 2011, foi apresentado na manhã desta terça-feira (5), no Departamento de Investigações de Homicídios e Proteção à Pessoa, em Belo Horizonte. J.C.A.C., 35 anos, foi indiciado e acusado de homicídio qualificado e ocultação de cadáver pela Delegacia de Homicídios de Contagem em janeiro deste ano e já figura em um processo na Justiça como réu.
De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Luciano Vidal, a jovem desapareceu no dia 16 de setembro e o seu corpo só foi encontrado no dia 9 de outubro, em uma mata no Bairro San Remo, em Contagem, parcialmente carbonizado e em estado avançado de decomposição.
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Talyta Cavalcante |
O autor do crime, J.C.A.C., era namorado da vítima mas também era casado e tem uma filha deste relacionamento. Com Núbia, vivia em um apartamento da família dela e para explicar sua ausência, usava o emprego de motorista como justificativa para estar sempre viajando. Durante as investigações, J.C.A.C. tentou coagir testemunhas e apresentou um álibi para o dia do crime. Ao se encontrar com a mãe dela, chorou copiosamente e pediu perdão. Um mês antes do homicídio, esteve no local onde o corpo foi encontrado e ficou interessado ao receber a informação que ali era um local de desova.
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Para o delegado Luciano Vidal, a motivação do crime seria o fato de Núbia estar pressionando J.C.A.C. para se casar. “Nós encontramos conversas de internet em que ela diz que o casamento iria acontecer em novembro. Eles também tinham feito orçamento de alianças e acredito que ao ver que não tinha saída, pois não poderia se casar por já ser casado, ele a matou”, disse.
No apartamento dela, a polícia encontrou restos de uma bomboniere quebrada e o exame de luminol feito pela perícia apontou que ali haviam vestígios de sangue. No crânio da vítima, havia uma microfissura, ou seja, tudo indica que o objeto foi quebrado na cabeça da vítima.
J.C.A.C. foi preso em cumprimento de mandado de prisão temporária no dia 30 de novembro do ano passado, que foi renovada e transformada em prisão preventiva. O autor está preso no Ceresp Gameleira.
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Texto: Talyta Cavalcante



