A investigada teria aplicado golpes em diversas vítimas, vendendo pacotes de viagem sem efetuar as respectivas reservas. A PCMG acredita que o prejuízo às vítimas pode chegar a R$ 5 milhões.
Modo de agir
De acordo com o delegado responsável pela investigação, Diego Lodi, a suspeita operava uma empresa especializada na elaboração de planos de viagem. Acreditando na credibilidade do serviço, os clientes adquiriram pacotes e realizavam os pagamentos. No entanto, após a compra, a investigada cancelava as transações e realizava o estorno dos valores para sua própria conta.
“As vítimas tinham a sensação de que realmente estavam com a passagem comprada, só que depois, quando iam tentar fazer a viagem, viam que o pacote havia sido cancelado”, contou Lodi.
Ainda segundo o delegado, mesmo com a prisão da suspeita, “as investigações prosseguem para apurar a possibilidade do crime de lavagem de capitais, que vincula a tentativa de esconder o paradeiro desses valores e dano patrimonial causado às vítimas. A PCMG vai tentar identificar e localizar [esses valores] e, posteriormente, realizar o sequestro de bens para uma futura”.
Após os trabalhos de polícia judiciária, a suspeita foi encaminhada ao sistema prisional.



