O Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran/MG), por meio da Coordenação de Operações Policiais (COP) e da Delegacia Especializada de Acidentes de Veículos (DEAV), divulgou na terça-feira (6), o resultado da investigação da morte de Fábio Pimentel Fraiha, 20, ocorrida na madrugada do dia 15 de setembro, na Avenida Nossa Senhora do Carmo, Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
Após 50 dias de investigação, M.D.L., 22, foi indiciado por homicídio com dolo eventual e participação em “racha” ou “pega”. Ele dirigia uma Land Rover a 145 km por hora em um trecho onde a velocidade máxima permitida é de apenas 60 km/h, antes de atingir violentamente o Ford Focus conduzido pela vítima. Exames confirmaram que M. consumiu maconha antes de provocar o acidente. Fábio Fraiha morreu no local.
Os delegados Ramon Sandoli e Cláudio Utsch apresentaram as conclusões obtidas pelas análises técnicas do local do crime, dos exames na vítima e suspeito e das imagens das câmeras de vigilância da BHTrans instaladas na Avenida Nossa Senhora do Carmo, no trevo do Bairro Belvedere e do circuito interno de uma boate na Região Sul da capital, onde o suspeito e quatro amigos se divertiram antes de ocorrer o acidente. O ticket de estacionamento, comandas e imagens em vídeo comprovaram que a batida ocorreu dez minutos depois do grupo sair do local.
De acordo com o coordenador de Operações Policiais do Detran/MG, Ramon Sandoli, as imagens contribuíram ainda para demonstrar que a Land Rover desceu a avenida ao lado de outro veículo identificado apenas como um Honda Civic, cor preta, indicando possível disputa de pega ou racha no local. Ao alcançar o sinal na altura do Bairro Belvedere, os veículos batem com violência no Ford Focus da vítima, após ele ter avançado o sinal ao transpor a Nossa Senhora do Carmo depois de fazer o retorno na Rua Rodrigues Seabra, no Bairro Sion. O condutor do Honda Civic fugiu do local após o acidente. As imagens mostram ainda que o sinal da Nossa Senhora do Carmo só fecha 15 segundos depois da colisão.
Divulgação PCMG
Um dos carrros depois do acidente
“A atitude da vítima em avançar o sinal é comum no local por conta do número de roubos e o erro cometido por ela pode resultar em compensação na pena de Michael Lourenço”, esclareceu Sandoli. Quanto à dosagem de teor alcoólico de 16,6 decigramas de álcool por litro de sangue apontada no exame de alcoolemia da vítima, o delegado afirmou que o caso vai ser também analisado pela Justiça.
Já o titular da DEAV, delegado Cláudio Freitas Utsch Moreira, esclareceu que toda a dinâmica do acidente e as circunstâncias inerentes a ele foram verificadas durante a investigação. “Novas vistorias nos veículos, depoimentos e cruzamentos de informações permitiram vislumbrar a participação efetiva de M. no acidente que matou o estudante Fábio Frahia”, afirmou. Utsch ressaltou ainda que a identificação do condutor do Honda Civic pode contribuir para outras investigações em andamento. M. aguarda a decisão do processo em liberdade. As penas pelos crimes cometidos por ele podem chegar a 30 anos de prisão.
Relembre o caso
No dia do acidente, M. foi autuado em flagrante por homicídio com dolo eventual e conduzido para o Ceresp São Cristóvão, Região Noroeste de Belo Horizonte. Ele se recusou a fazer o teste do bafômetro e foi submetido a exame de sangue e urina no Instituto Médico-legal (IML). Dias depois, foi colocado em liberdade após pagar fiança de R$ 43,6 mil. Em depoimento, o suspeito negou o crime e culpou a vítima pelo acidente. A habilitação provisória do condutor foi apreendida e, depois, suspensa temporariamente por ordem da Justiça.
Para assistir as imagens do acidente acesse: http://youtu.be/ofTT-W5FtJw
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Texto: Natalina Pontes



