O dentista começou a estudar sobre como produzir protetores faciais usados em consultórios odontológicos. Segundo conta, a iniciativa surgiu após acompanhar diversos artigos produzidos por especialistas que apontavam que os cirurgiões-dentistas eram, dentre os profissionais de saúde, aqueles que mais estavam propensos a contrair o novo coronavírus. Nesses artigos, os órgãos reguladores orientavam que os profissionais passassem a utilizar o Protetor Facial ou "Face Shield" nos atendimentos. “Como houve uma procura considerável, passei a acompanhar o trabalho de alguns profissionais, nas redes sociais, que passaram a desenvolver os protetores faciais e entrei em contato com dois deles solicitando informações e possibilidades de doação para os funcionários do Hospital da Polícia Civil de Minas Gerais. Para a minha felicidade, uma dessas pessoas que eu havia procurado, meu professor de graduação na Universidade de Itaúna, Dr. Aloísio Borges Coelho, entrou em contato comigo explicando-me e orientando-me como a proteção era confeccionada”, revelou.
Com o arquivo digital em mãos e impressora 3D em funcionamento, Aloísio produziu centenas de protetores faciais que foram distribuídos por Rodrigo aos colegas do Hospital da Polícia Civil e também a diversos hospitais públicos de Belo Horizonte: “o Shield doado pelo Aloísio é mais um aliado de proteção, juntamente com outros equipamentos de proteção individuais”, endossou.
Os protetores faciais são feitos de um material resistente. As viseiras recebem folhas de acetato, que recobrem e protegem as faces dos profissionais sem atrapalhar ou afetar o campo de visão, além de serem reutilizáveis, permitindo a desinfecção por álcool 70%, logo após o atendimento.
Para Juliana Cota, colega de trabalho de Rodrigo, iniciativas como essa devem ser exaltadas: "foi uma iniciativa muito bacana! Eu, particularmente, fiquei até emocionada. O diretor do Hospital já havia comprado alguns protetores, mas a doação possibilitou que fosse fornecido um protetor para cada dentista do Hospital, diminuindo ainda mais o risco de infecção cruzada. Isso não seria possível sem o empenho do nosso estimado colega.”



