Adolescentes são apreendidas por homicídio com requintes de crueldade

Por ASCOM-PCMG 18/06/2012 11h57

A equipe da Delegacia da Polícia Civil de São Joaquim de Bicas, Região Metropolitana de Belo Horizonte, elucidou o homicídio da adolescente Fabíola Santos Corrêa, 12 anos. Duas amigas da vítima de 13 anos confessaram ter matado a amiga e foram apreendidas por ato infracional análogo ao crime de homicídio.

De acordo com o delegado Enrique Solla, que comanda as investigações, Fabíola desapareceu no dia 26 de maio. No dia 29 a mãe dela procurou a delegacia para registrar a ocorrência do desaparecimento e as diligências foram iniciadas. “As equipes procuraram pela adolescente pelas cidades, Contagem, Betim e Belo Horizonte. Acreditávamos que ela estava viva”, ressaltou o delegado.

                                                                              Talita Lane

O delegado Enrique Solla

Na quarta-feira (7), o corpo de Fabíola foi encontrado por um homem na Mata do Japonês, em São Joaquim de Bicas. As investigações apontaram que a Fabíola foi vista pela última vez com duas adolescentes, que seriam suas amigas. Ao serem procuradas para prestar esclarecimento, confessaram o crime.

“Elas contaram que no domingo (27), por volta das 14h, levaram a vítima para assistir um jogo de futebol e passaram pela Mata do Japonês, para cortar caminho. As garotas contaram que colocaram a faca no pescoço de Fabíola para ameaçá-la e que ela tentou fugir. Nesse momento a faca cortou o pescoço dela. Ao perceber que ela ainda estava viva, as adolescentes desferiram outro golpe nas costas e deram um chute para Fabíola cair. Então efetuaram vários golpes na cabeça utilizando uma barra de ferro, até que o rosto dela ficasse desfigurado. Nesse momento as adolescentes teriam tirado o coração da vítima e depois arrancado um dedo do pé esquerdo”, relatou o delgado.

Os policiais civis apreenderam a barra de ferro utilizada e continuam com as diligências para encontrar a faca usada no crime. De acordo com as adolescentes, o coração e o dedo do pé esquerdo de Fabíola teriam sido jogados no Rio Paraopeba.

                              
Ainda segundo as investigações, as três amigas namoravam jovens envolvidos com o tráfico de drogas. Elas contaram que cometeram o crime por medo de Fabíola contar para os traficantes rivais a rotina da gangue.


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Texto: Talyta Cavalcante

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