Suspeito de esgorjar vigilante é indiciado por homicídio

Por ASCOM-PCMG 14/03/2017 15h08

Após intenso trabalho investigativo, a Polícia Civil de Minas Gerais localizou, na cidade de Itirapina, interior de São Paulo, o vigilante Jorge Yoshinobu Motoyama Junior, de 43 anos. Ele é suspeito de cometer o homicídio do colega Antônio Benedito Maia, de 58 anos.

Com o apoio da Polícia Civil de São Paulo, Jorge foi preso, na última quinta-feira (09), e recambiado para Minas Gerais, onde permanece detido.

                                                                                   Divulgação PCMG

Preso

A vítima Antônio foi brutalmente assassinada na noite de 27 de setembro de 2016 dentro da empresa onde prestava serviço em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte.

As investigações apontam que o crime teria sido planejado pelo suspeito após uma readequação no quadro de horários realizada pela empresa, já que Jorge teria ficado insatisfeito porque passaria a trabalhar em outro turno, perdendo assim o benefício do adicional noturno antes das mudanças.

Jorge irá responder por homicídio qualificado e também pelo furto das imagens internas, captadas por câmeras de segurança da empresa, para ocultação do crime.

Da cena do crime
Como já conhecia o local, Jorge arrombou um dos portões para ter acesso ao refeitório da empresa. Nesse momento, Antônio estava conversando com a esposa no celular, quando ouviu um barulho e foi ver o que era. Na escada, a vítima se surpreendeu com Jorge, que desferiu um soco no rosto de Antônio. A vítima desmaiou e, então, teve o pescoço cortado com uma faca de serra. Na ocasião, a esposa da vítima ainda tentou retornar diversas vezes a ligação para o marido, sem sucesso.

“Jorge demonstra ser uma pessoa extremamente fria e sem remorso pelos atos praticados. Ele é reincidente, tendo cometido outro homicídio em Betim, crime pelo qual foi condenado a cumprir uma pena de 14 anos. No entanto, ele foi liberado depois de ficar preso pouco mais de dois anos”, ressaltou o delegado Anderson Kopke, que coordenou as investigações.

Da agressão
No momento em que chegava à rua onde fica a empresa, local do crime, Jorge visualizou um grupo de usuários de drogas. Ele então se aproximou e ordenou que eles saíssem daquele ponto, visando afastar qualquer testemunha do crime. Um dos homens se recusou a deixar o local, sendo então agredido pelo suspeito. Em razão desse ataque, a vítima sofreu uma luxação no pulso e teve o nariz quebrado.

Os ferimentos do rapaz fizeram com que policiais militares suspeitassem do envolvimento dele no homicídio de Antônio. Ele foi conduzido à delegacia de plantão de Contagem e, como não existiam indícios da participação dele no homicídio, ele foi liberado.

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