Segundo Wagner Pinto, um estudo técnico será apresentado, no próximo ano, para que concursos públicos sejam realizados. ¿Precisamos aumentar nosso efetivo, mas não podemos desconsiderar a atual crise financeira pela qual passa o Estado. Vamos pleitear, cientes da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), e o faremos de acordo com o estudo de vacâncias, em todas as carreiras, explicou. Ao ser questionado pelos Deputados, afirmou que a gestão tem trabalhado junto ao Executivo. "O Governo está sensibilizado. Em 2019, foram nomeados aproximadamente 500 policiais: 76 Delegados, 392 Investigadores e 119 Escrivães. Estamos buscando a nomeação de 140 Escrivães e 87 Delegados. Temos todo o interesse de reestruturar a PCMG em todas as carreiras: Médicos Legistas, Peritos, Assistentes Administrativos", destacou.
Durante os trabalhos, o Chefe da Polícia Civil apresentou os resultados relacionados às diversas frentes de trabalho da Instituição e não somente às questões referentes às investigações. De acordo com o que foi apresentado, em relação às operações policiais, o Chefe da PCMG enfatizou os trabalhos de qualidade realizados. "Priorizamos as investigações de indivíduos de alta periculosidade, envolvidos com o tráfico, os crimes organizados, os homicídios, os roubos, dentre outros.", pontuou. Ao todo, nos últimos quatro meses, foram realizadas 411 operações cirúrgicas, destacando a apreensão de quase três toneladas e meia de explosivos, artefatos que seriam usados para arrombar caixas eletrônicos.
Em relação à valorização do servidor, o Chefe da Instituição explicou sobre os estudos técnicos, enfatizando os 2.178 atendimentos aos policiais, pela Diretoria de Recursos Humanos: atendimento psicossocial, psicoterápico individual, apoio espiritual, preparação para aposentadoria e apoios aos que estão em licença para tratamento de saúde. Além disso, foi divulgada a criação de um grupo de trabalho que faz diagnóstico para a questão do suicídio, a fim de manter a Instituição saudável.
Antes da prestação de contas da Polícia Civil, ocorreu a apresentação dos números da Polícia Militar. Ao se despedir dos deputados, o Comandante Geral da Polícia Militar de Minas Gerais, Coronel Giovanne Gomes da Silva, falou sobre a importância do trabalho integrado entre as Forças de Segurança. "Temos trabalhado juntos, nos falamos durante o dia, a noite e a madrugada. Essa integração entre as Forças de Segurança está fazendo toda a diferença em Minas Gerais, possibilitando a apresentação desses números para que ofertemos, ao cidadão mineiro, um melhor ambiente para se viver", frisou.
Projetos
Dentre os projetos apresentados, os principais são a implantação do plantão digital, o abastecimento do banco de perfis genéticos de DNA, bem como a modernização da identificação humana para fins civis e criminais (Abis). O plantão digital tem como objetivo implantar o sistema de videoconferência na capital e em unidades policiais do interior para potencializar o atendimento das ocorrências de plantão de todo o estado. O projeto de Lei está em tramitação na ALMG.
O sistema Abis, que trata da modernização da identificação humana para fins civis e criminais, é prioridade da PCMG. O projeto visa à implantação do Sistema Automatizado de Identificação Biométrica (Abis) para identificação em larga escala, usando reconhecimento de impressões digitais, face e íris. Segundo Wagner Pinto, o Governo está buscando recursos por meio do ressarcimento da mineradora Vale. "É um sistema automatizado de identificação biométrica, ferramenta importante para o trabalho investigativo da Segurança Pública de Minas", ressaltou.
O Banco de Perfis Genéticos visa aumentar o número de perfis genéticos de condenados cadastrados no Banco Nacional de Perfis Genéticos. O objetivo é auxiliar na apuração criminal e/ou na instrução processual, aumentando a taxa de resolução de crimes, diminuindo a sua reincidência e evitando a condenação injusta de pessoas. A meta é que 2.400 perfis estejam inseridos até o fim de 2019.
Violência contra mulheres
Um dos pontos mais destacados na sabatina desta terça-feira (8) foi a questão da violência contra as mulheres. O parlamento questionou a ausência de delegacias especializadas em atendimento às mulheres. O Chefe da Polícia esclareceu que há consciência da necessidade de expansão, mas que a questão se esbarra no cumprimento da LRF. "Apesar das dificuldades, o combate aos crimes contra mulheres, crianças e adolescente é uma política contundente, com acompanhamento nas redes sociais. As investigações são feitas em conjunto, entre o Departamento da Família e as Delegacias de Crimes Cibernéticos, e o objetivo é punir quem pratica o crime, trazendo tranquilidade para a sociedade", explicou.
Conclusão dos trabalhos
Ao final da sabatina, a Polícia Civil foi reconhecida como Instituição que tem realizado um bom trabalho, apesar das dificuldades apresentadas. O Conselho Superior da Polícia Civil compareceu à sessão. O Chefe da PCMG reconheceu o apoio que tem recebido por parte da Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) e a parceria com outras Forças de Segurança. "Agradeço ao Secretário Mário Araujo pelo apoio irrestrito, à Polícia Militar e aos Bombeiros Militares pela parceria em prol da segurança. Juntos, mudamos a filosofia de atuação, trabalhando integrados, cada um dentro das suas atribuições, mas com o mesmo objetivo", concluiu.
O Presidente da Comissão de Segurança Pública, Deputado Estadual Sargento Rodrigues, reconheceu o esforço da Polícia Civil. "Desejamos que os senhores continuem fazendo da melhor maneira possível, e a gente sabe que vocês trabalham para melhorar. O Governo deu a autonomia, a integração de fato acontece e quem ganha é o povo mineiro", destacou.
O 3º Assembleia Fiscaliza está previsto para fevereiro de 2.020.



