Polícia Civil investiga suspeito de estupros

Por ASCOM-PCMG 15/05/2019 15h16

Divulgação/PCMG

O relato de uma vítima de estupro em Lagoa Santa ajudou a Polícia Civil de Minas Gerais a identificar pelo menos oito vítimas abusadas sexualmente por Ederson de Oliveira, de 43 anos. E novas vítimas ainda podem aparecer. O suspeito foi preso preventivamente, nessa segunda-feira (13), por estupro e estupro de vulnerável.

As investigações tiveram início em janeiro deste ano, quando a vítima de 21 anos procurou a Polícia Civil relatando que havia sido estuprada pelo suspeito, enquanto dormia junto com o namorado na casa da família, onde os demais crimes também teriam acontecido. O investigado mora no mesmo lote que a matriarca da família e, de acordo com as investigações, aproveitava-se das ocasiões em que as vítimas, algumas delas sobrinhas de Ederson, estavam sozinhas, para realizar os abusos.

Em janeiro, o suspeito aproveitou-se de que no local havia sido realizada uma festa, e as pessoas estavam sob o efeito de álcool para cometer o crime, como explicou o Delegado Flávio Rabello Teymeny, responsável pelas investigações. ¿Nesse caso ele é investigado pelo estupro de vulnerável quando a vítima por qualquer motivo não pode oferecer resistência. A vítima estava dormindo e ele se aproveitou do momento para praticar o crime, como também foi relatado por outras vítimas¿, explicou o Delegado.

Na 5ª Delegacia de Polícia Civil em Lagoa Santa, tramitam quatro inquéritos de estupro contra o investigado, todos praticados em 2018, como revelaram as investigações. Dentre esses, dois casos são de estupro de vulnerável; no segundo, o suspeito praticou atos libidinosos contra uma sobrinha, de 12 anos de idade. ¿Essa vítima relatou que ele aproveitava do momento em que ela estava sozinha em casa para passar a mão pelos seios e órgãos genitais da criança. O crime de estupro de vulnerável também diz respeito às vítimas menores de 14 anos¿, observou Teymeny.

As sobrinhas relataram ainda à Polícia que duas outras primas que moram em São Paulo, depois de tomarem conhecimento do fato, também procuraram a polícia local. Outras duas vítimas também procuraram a Polícia Civil para registrar o caso nas últimas semanas. Uma mulher, de 37 anos, esposa de um amigo do suspeito, que também foi abusada enquanto dormia sob o efeito de remédios, e a filha dela, de 17 anos, que teria sido abusada quando tinha 12 anos, realizaram o registro.

Na época, como relata a mãe, a vítima não contou a ninguém sobre os abusos por medo do suspeito. ¿Ela depois me contou que colocava atrás da porta vários objetos que conseguia carregar para fazer barulho quando ele entrasse pela porta à noite. Mas não teve coragem de contar para ninguém. Mas eu comecei a notar que ela mudou o comportamento, tornando-se mais agressiva, mas não sabíamos quem era o responsável¿, relatou a vítima.

O Delegado Flávio Rabello também identificou que a ameaça era um dos traços comuns entre os relatos das vítimas. ¿Ele usava de ameaças para evitar que as vítimas relatassem os abusos ou tentava praticar os atos enquanto elas dormiam. Todos os casos registrados nesta Delegacia serão investigados, e outras vítimas que reconhecerem o suspeito devem procurar a Polícia Civil¿, destacou Teymeny.

O suspeito foi encaminhado ao Sistema Prisional e os demais inquéritos seguem em andamento.

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