Polícia Civil conduz oito pessoas durante operação Blackout

Por ASCOM-PCMG 18/04/2018 18h18

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) e a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) realizaram, na manhã de hoje (18), uma operação para combater o furto de energia elétrica e ligações clandestinas. Ao todo, foram inspecionados 12 estabelecimentos comerciais, sendo que em dez desses foram constatadas irregularidades, além de oito pessoas responsáveis conduzidas.

A ação foi deflagrada em Belo Horizonte e nas cidades de Betim e Santa Luzia, na Região Metropolitana, nos locais mais reincidentes nessa prática criminosa. Nos diferentes alvos, que incluem franquias de rede de academias, padarias e casa de festa de renome, a PCMG constatou dois tipos de delitos, o desvio direto de energia – também conhecido como "gato" – e a adulteração nos medidores de energia. Conforme explica o Delegado que conduziu a operação, Daniel Buchmüller, no primeiro caso é tipificado o crime de furto mediante fraude, já pela adulteração no relógio, pode ser configurado estelionato.

                                                                                                                                                                                     Divulgação PCMG

Coletiva de imprensa

 


"O que chama a atenção é a audácia dos responsáveis por esses estabelecimentos, que chegam a realizar ligações diretas que são ostensivamente visíveis a quem passa pelos locais", destacou o Delegado. "Por isso, com essa operação visamos coibir essas práticas criminosas e mostrar que isso tem punição", informou Buchmüller, adiantando que o furto qualificado mediante fraude tem pena prevista de um a cinco anos de prisão, enquanto que para o estelionato, de dois a oito anos.

O Delegado explicou, ainda, que enquanto no desvio de energia não há pagamento algum pelo serviço, na adulteração dos medidores a quantia final paga pelas empresas chega a ser de apenas um terço do valor devido. Na prática, isso chega a gerar um prejuízo de R$ 10 a R$ 20 mil.

O Coordenador de Operações da Superintendência de Investigação e Polícia Judiciária, Delegado Matheus Cobucci, ressaltou também o impacto desses delitos para o consumidor final. "São crimes que acabam repercutindo no consumidor idôneo, uma vez que a Cemig é obrigada a tarifar mais pelos serviços em função dessas irregularidades". Cobucci ainda informou que, atualmente, 14 mil estabelecimentos comerciais são telemonitorados pelo setor de inteligência da Cemig no sentido de prevenir fraudes desse gênero.

De acordo com informações da Cemig, o prejuízo anual de todas as ligações clandestinas chega a R$ 300 milhões. Os estabelecimentos inspecionados tiveram corte imediato de energia, e técnicos da Cemig já regularizaram as ligações, acrescentou o engenheiro de Planejamento de Sistema Elétrico da Cemig, Armando Rocha.


 

 

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