Alguns departamentos tiveram destaque com relação ao número de presos, a exemplo do 6º Departamento de Polícia Civil (85 presos), 2º Departamento de Polícia Civil (36 presos), 19º Departamento de Polícia Civil (35 presos) e 1º Departamento de Polícia Civil (30 presos).
A Operação Cronos II, que teve o apoio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio do Conselho Nacional de Chefes de Polícia Civil, foi deflagrada no dia 28 de maio, em 21 estados do país e no Distrito Federal. A PCMG integrou a ação nacional com um efetivo de 480 policiais envolvidos no cumprimento de mandados de prisão, expedidos pela Justiça, em todas as regiões do estado, resultando em 96 prisões/apreensões. Minas Gerais ficou em segundo lugar no número de prisões, atrás apenas do Rio de Janeiro.
O combate ao tráfico ilícito de drogas está entre os destaques no trabalho da PCMG. Após intensa e qualificada investigação de repressão ao tráfico de drogas em Belo Horizonte, a PCMG cumpriu o mandado de prisão de Charles Rodrigues Faria de Assis, conhecido como Charlim, e de Isaque Gonçalves do Nascimento, o Coala, no bairro Quintas do Lago, em Ribeirão das Neves. Segundo apurado, eles são suspeitos de integrarem organização criminosa voltada para o tráfico de drogas que atua no Aglomerado Morro das Pedras, no Morro do Papagaio e no Conjunto Santa Maria. As investigações apontam também que os suspeitos forneciam drogas para parte do Aglomerado da Serra.
Um dos maiores conjuntos residenciais de Betim, construídos pelo programa "Minha Casa Minha Vida", do Governo Federal, se tornou base do crime organizado. Moradores que demoraram anos para conquistar uma moradia foram expulsos de seus apartamentos por traficantes de entorpecentes, que instalaram bases para comercializar drogas e monitorar a atuação da Polícia, utilizando os imóveis subsidiados pelo Governo Federal. O bando criminoso, que se autointitulou PCP (Primeiro Comando Paquetá), foi responsável por vários extermínios na região. Após um ano de investigações, a Polícia Civil conseguiu prender parte dos integrantes da organização criminosa. Foram presos 20 integrantes da quadrilha. O líder e mentor da organização criminosa Milton Fidélis, conhecido como "Gordo", reincidente no cometimento do delito de tráfico de drogas, foi preso. Foram apreendidas, no decorrer das investigações, grande quantidade de drogas, pistolas, submetralhadoras, coletes balísticos, balanças de precisão e inúmeros rádios comunicadores.
Já na operação Chacal, o suspeito de estelionato, Luiz Carlos da Silva, 56 anos, foi preso por ser suspeito de envolvimento em uma associação criminosa que está agindo na região do distrito de Macacos, próximo à cidade de Nova Lima, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Luiz Carlos estava repassando endereço falso de uma das casas que estão na área de alto risco, desde o alerta sonoro emitido para as barragens B3 e B4, em Macacos. Desde então, o investigado estava recebendo benefícios, como hospedagem em uma pousada em Macacos e vouchers para alimentação. "Suspeitamos, ainda, que ele possa ter envolvimento com outras pessoas que tentam o mesmo tipo de fraude", informou Murillo Ribeiro, Delegado responsável pelo caso. Na segunda fase da operação Chacal, um homem foi preso e grande quantidade de alimentos foi arrecadada no endereço declarado como sendo dele. Na ação, deflagrada em continuidade às investigações de repressão a estelionatários que se aproveitam indevidamente de doações destinadas a vítimas de áreas de risco de rompimento de barragens, a Polícia Civil de Minas Gerais prendeu mais um suspeito de fraudes. Também foram arrecadadas centenas de alimentos estocados na residência declarada como sendo o endereço do investigado, e que estariam sendo vendidos.
No dia 3 de maio, a PCMG deflagrou a primeira fase da operação Nosferatus, em Miradouro, que culminou na prisão de três suspeitos que teriam envolvimento no duplo homicídio qualificado. O crime foi registrado em 19 de abril, quando dois corpos foram encontrados carbonizados próximo ao distrito de Itamurí. Conforme informações do Delegado Tayrony Espindola Borges, a identificação dos suspeitos foi possível por meio do trabalho de inteligência. Além de cumprir os mandados de prisão temporária contra os suspeitos, a equipe de policiais civis da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, da 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil em Muriaé (4ª DRPC), da Agência de Inteligência e da Delegacia de Repressão a Entorpecente da 4ª DRPC também cumpriu mandados de busca e apreensão. O resultado foi a apreensão de armas de fogo, aparelhos celulares e outros objetos escondidos no interior do forro de gesso da residência de um dos suspeitos, um homem de 43 anos. Segundo o Delegado, "o nome da operação faz referência ao Demônio da Noite, pois este suspeito se passava por empresário bem-sucedido durante o dia e, à noite, praticava crimes bárbaros", explicou.
Em Juiz de Fora, a Polícia Civil deflagrou operação que culminou no cumprimento de mandado de prisão em desfavor de três homens suspeitos de integrarem organização criminosa que atua no bairro Santo Antônio. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão que resultaram na apreensão de drogas, balança de precisão e outros materiais. Policiais civis apuraram que eles seriam os executores do homicídio consumado que vitimou uma mulher de 41 anos, no mesmo bairro. O crime ocorreu no dia 23 de fevereiro, quando a vítima foi morta com tiros na cabeça na presença da filha dela, de dez anos. O homicídio teria acontecido em retaliação a outro crime envolvendo o companheiro da vítima, que está sendo investigado pela Polícia Civil por estupro de vulnerável. As investigações também apontam a participação de outro homem, de 33 anos, suspeito de ser o mandante do assassinato. Ele já cumpre pena de 52 anos na unidade prisional por dois homicídios e tráfico de drogas.
Também em Juiz de Fora, três toneladas de maconha, 35 armas de fogo e cerca de mil munições, foram o saldo da operação "Murum". A ação ocorreu no dia 21 de maio e foi considerada a maior apreensão de armas e drogas feita pela Polícia Civil no estado. Um homem foi preso. As investigações, envolvendo o suspeito W.S.M., de 38 anos, apontam que ele estaria atuando com traficantes do Rio de Janeiro em carregamento de drogas e armas para Juiz de Fora e favelas do Rio de Janeiro. A partir de então, a equipe de policiais chegou a um sítio, localizado no bairro Torreões, em Juiz de Fora. O espaço era utilizado pela organização criminosa como "porto seco", onde carregamentos, vindos do Paraguai, eram armazenados e distribuídos em cidades mineiras e na capital fluminense.
Ação conjunta com a Polícia Civil de outros estados
A Polícia Civil de Minas Gerais, em ação conjunta com a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, prendeu um jovem de 22 anos, na comunidade do Vidigal, no Rio de Janeiro. Ele é suspeito de integrar quadrilha especializada em roubos a propriedades rurais, ocorridos na divisa entre os estados do Rio de Janeiro e Minas Gerais. No dia 10 de maio, outra operação conjunta foi deflagrada no local com o objetivo de cumprir mandados de busca e apreensão e de prisão em desfavor desse jovem. No entanto, na ocasião, ele não foi localizado. Os mandados são oriundos de apurações iniciadas há seis meses pela Delegacia de Polícia Civil em Além Paraíba, que investigou crimes de tráfico de drogas e roubo à mão armada envolvendo integrantes da quadrilha.
Na cidade de Uberaba, um dos suspeitos de envolvimento no latrocínio do pecuarista colombiano José Guillermo Hernández Aponte, de 53 anos, ocorrido no início do mês de maio, foi preso pela PCMG na manhã do dia 22 de maio, em Taboão da Serra (SP). O suspeito tem 31 anos. O mandado de prisão temporária foi cumprido durante a operação Hora Cierta, deflagrada pela equipe da Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais, com apoio da equipe de Pronta Resposta da 1ª Delegacia Regional de Polícia Civil em Uberaba e policiais civis do estado de São Paulo.
Segundo o Delegado Luiz Tortamano, o homem preso nesta quarta é o que teria seguido José e repassado informações sobre o relógio Rolex que ele usava. Durante as investigações, que foram iniciadas logo após o crime, os policiais civis descobriram que havia acontecido outro roubo de um relógio da marca Rolex no horário de almoço, no mesmo dia do latrocínio. Com essa informação, a Polícia Civil chegou à conclusão de que os dois crimes foram cometidos pelos mesmos indivíduos.



