PCMG conclui inquérito que apurou feminicídio em Betim

Por ASCOM-PCMG 17/01/2023 17h32

Divulgação/PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, nesta terça-feira (17/1), o inquérito que apurou crime de feminicídio, ocorrido no município de Betim, Região Metropolitana de Belo Horizonte. A vítima, uma mulher de 31 anos, foi morta com dois tiros de revólver calibre 38, disparados pelo homem, de 22 anos, com quem tinha um relacionamento.

Entenda o caso

Segundo o levantamento feito pela equipe de investigação, que ouviu familiares da vítima, o casal estava junto há um ano, morando no mesmo imóvel há cerca de quatro ou cinco meses. A relação, entretanto, era difícil. "Eles tinham convívio bastante conturbado, muitas brigas, muitas discussões. Ele era muito possessivo, ciumento, fez ela se afastar da família, dos amigos, não podendo nem sair de casa direito", revela o delegado responsável pelo inquérito, Otávio Carvalho, da Delegacia de Homicídios em Betim. Conforme apurado, a vítima vinha realizando tentativas de separação, inclusive chegando a conversar com o pai do suspeito, mas era impedida pela recusa do companheiro em terminar o relacionamento.

No dia 17 de julho de 2022, o suspeito foi, na companhia de um amigo, ao apartamento em que vivia com a mulher, e encontrou as portas trancadas. Após várias tentativas de forçar portas e janelas, a vítima acabou permitindo a entrada do companheiro. Garantindo a entrada, o suspeito buscou pelo amigo e, sem encontrá-lo, retornou para casa. Logo depois, o casal saiu no carro da vítima, que foi encontrada a cerca de 300 metros da residência, dentro do veículo, morta com dois tiros. "Depois há mensagens, trocadas entre o suspeito e o amigo, em que ele fala ‘você não me esperou, acabei fazendo uma besteira por culpa sua’", contou o delegado em coletiva à imprensa.

A Polícia Civil iniciou as apurações imediatamente após o ocorrido. Segundo o delegado, o suspeito chegou a fazer contato com a família da vítima após o crime. "Ele inclusive tem ligado para a família da vítima ameaçando os familiares, que é outro crime, o de coação no curso do processo", esclareceu Otávio Carvalho.

O investigado teve sua prisão preventiva decretada, e levantamentos estão em curso para prendê-lo. O inquérito policial segue em andamento para a completa elucidação dos fatos.

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