De acordo com as investigações, conduzidas pela 7ª Delegacia de Polícia Civil em Juiz de Fora, unidade que integra a 1ª Delegacia Regional de Juiz de Fora – pertencente ao 4º Departamento –, o grupo criminoso vendia planos de saúde conhecidos nacionalmente e, após a entrega das carteirinhas, emitiam falsos boletos aos usuários.
Ao todo, dez pessoas são investigadas por lavagem de dinheiro e por venderem planos de saúde utilizando-se do nome de empresas nacionais prestadoras do serviço.
Os crimes ocorreram em 2021, durante a pandemia mundial do Covid-19, momento que se registrou aumento em golpes de estelionato cometidos a distância.
A mentora do esquema, uma mulher de 40 anos, captava clientes, fazia o vínculo com a prestadora do plano e, posteriormente, embolsava as demais prestações em forma de boleto bancário ou cartão de crédito, favorecendo sua conta ou dos demais investigados.
Segundo apurado, a quadrilha movimentou mais de R$600 mil em transações bancárias e gerou prejuízos de cerca de um R$ 1 milhão às vítimas. Dentre os alvos investigados por lavagem de dinheiro, há suspeitos envolvidos com o tráfico de drogas.
A PCMG realizou buscas nas residências de ex-funcionários de uma empresa do plano de saúde e em casas localizadas nos bairros Grajaú, Cascatinha, Alto dos Passos, Santo Antônio, Morro da Glória e Alto dos Pinheiros. Celulares, notebooks, computadores e documentos foram apreendidos e serão periciados para apuração do real envolvimento de cada um dos suspeitos.
O nome da operação, Sanitas, significa "saúde" em latim.



