Para a execução dos trabalhos, foram empenhados ainda o Ministério Público (MPMG), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Uberlândia e Uberaba, a Polícia Militar (PMMG), a Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSP) e o Gaeco de São Paulo.
No curso da operação, as equipes apreenderam 24 armas, sendo nove fuzis; elevada quantia em dinheiro, incluindo moeda estrangeira; máquinas de cartões de débito/crédito; um cordão, um anel e uma barra de ouro. Conforme informações do Gaeco, uma pessoa foi presa em flagrante em Araguari.
A investigação concluiu pela existência de uma associação de pessoas devidamente organizadas e hierarquicamente estruturadas voltada a práticas criminosas em cidades do Triângulo Mineiro, contando com membros integrantes com endereços na cidade de São Paulo, voltada ao cometimento de, pelo menos, as seguintes infrações penais: integrar organização criminosa (artigo 2.º da Lei 12.850/13), exploração da loteria clandestina denominada jogo do bicho (artigo 58 do Decreto-Lei 3.688/1941) e lavagem de capitais (artigo 1º, caput e parágrafo 1º da Lei 9.613/98).
As ações desencadeadas hoje envolveram a atuação efetiva de quatro promotores de Justiça de Minas Gerais; dois delegados (um da PCMG e um da PCSP) e outros 40 policiais civis de Minas e São Paulo; 40 policiais militares; além de servidores e colaboradores dos Ministérios Públicos mineiro e paulista.
Quanto à denominação da operação, destaca-se que Seth, também referido como Set, seria o Deus Egípcio do caos, da guerra e da confusão, destacando conceitos negativos como o autoritarismo, a fúria, a crueldade, o tumulto, o sofrimento e a disputa.
Operação Seth - 1ª fase
A operação deflagrada no ano passado se destinou a apurar e responsabilizar o duplo homicídio qualificado (um consumado e um tentado) ocorrido na cidade de Araguari, em 20 de abril de 2021, em um estabelecimento comercial. Na ocasião, uma das vítimas foi alvejada por disparos de arma de fogo e morreu, enquanto a outra, pai da primeira e proprietário do mercado, também alvejada, sobreviveu, mesmo com a brutal ação dos criminosos.
Conforme o MPMG, os crimes foram cometidos de forma bárbara, praticados sem qualquer condição de defesa ou reação por parte das vítimas, sendo, ainda, a motivação torpe (artigo 121, parágrafo 2º, incisos I e IV, por 2 vezes, sendo um consumado e um tentado), haja vista que, conforme restou apurado à época, os crimes foram cometidos em razão de disputa por pontos de exploração de jogos de azar e do bicho entre duas associações criminosas distintas.
As investigações da 1ª e da 2ª fase da operação continuam em andamento perante o Ministério Público e o Gaeco, ambas sob sigilo.
Fotos: Divulgação MPMG
Texto: MPMG (adaptado)



