Operação Panaceia: PCMG combate venda ilegal de medicamentos

Por ASCOM-PCMG 09/04/2026 11h44

Divulgação/PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (9/4), a segunda fase da operação Panaceia. O objetivo é desarticular uma estrutura criminosa responsável pela venda ilegal de medicamentos controlados em Sete Lagoas, região Central do estado, além de cidades vizinhas e na capital.

Ao todo, foram cumpridos 12 mandados de busca e apreensão em Sete Lagoas, Matozinhos, Pedro Leopoldo e Belo Horizonte. A investigação revelou um esquema que envolve desde a receptação de cargas roubadas até a falsificação de receituários médicos.

Impacto

O inquérito, iniciado há três anos, incluiu análises em fontes abertas, perícias em dispositivos móveis e exames em prontuários médicos. Os levantamentos indicam que a comercialização indiscriminada de medicamentos controlados, sem a devida retenção de receita, gerou impactos severos à saúde pública, com registros de pacientes que tiveram quadros clínicos e psíquicos gravemente agravados em decorrência do uso das substâncias adquiridas ilegalmente.

Conforme revela o delegado responsável pelo inquérito, Ricardo Maciel Rodrigues de Sousa e Silva, os trabalhos investigativos apontam que os medicamentos comercializados eram provenientes de cargas subtraídas em outros municípios. 

“Os produtos ficavam armazenados em imóveis estratégicos e galpões próximos à drogaria investigada. Para simular legalidade perante os órgãos de fiscalização, o grupo utilizava receitas em branco previamente carimbadas e assinadas por um médico da cidade, as quais eram preenchidas pelos próprios funcionários do estabelecimento no ato da venda”, detalha.

Mandados judiciais

Cerca de 50 policiais civis cumpriram as ordens judiciais hoje. Por determinação da Justiça, a drogaria alvo da operação teve suas atividades suspensas e foi lacrada. Os mandados também foram cumpridos em um consultório médico, em uma clínica de emagrecimento e nas residências dos proprietários das empresas, da gerente comercial e do farmacêutico responsável.

Os investigados podem responder por crimes como venda de medicamentos de procedência ignorada e organização criminosa.

Panaceia

O nome da operação faz referência à figura da mitologia grega que representa o remédio para todos os males, aludindo à forma perigosa como o grupo comercializava as substâncias.

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