Operação Chrysler: PCMG desarticula grupo criminoso de estelionato

Por ASCOM-PCMG 20/04/2023 08h55

Divulgação/PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), com apoio do Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil do Estado de São Paulo (PCSP), deflagrou, nessa quarta-feira (19/4), a operação Chrysler, para cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão e dois de prisão na cidade paulista de São Bernardo do Campo. A ação policial teve como alvo uma organização criminosa especializada em estelionatos qualificados que causaram prejuízos milionários a vítimas de diferentes estados.

As investigações tiveram início em Belo Horizonte, por meio da 3ª Delegacia de Polícia Civil Centro, que identificou um complexo esquema criminoso. As investigações revelaram que os investigados se passavam por funcionários de uma montadora de automóveis e buscavam as vítimas em sites de compra e venda de produtos. Nesses canais, era negociada a venda fraudulenta de veículos com valor abaixo do mercado, inclusive com a criação de inúmeras empresas com o nome fantasia similar ao da empresa oficial, no intuito de enganar e dar aparência de legalidade para a prática dos golpes.

Conforme informações da delegada responsável pelo caso, Lígia Barbieri Mantovani, foram identificadas várias vítimas em Minas Gerais. “E valores que superam milhões de reais de prejuízos para elas. Também seguem em apuração crimes de lavagem de dinheiro sobre as movimentações financeiras da quadrilha e bloqueio de contas bancárias”, adianta.

A PCMG já identificou seis integrantes do grupo, todos de uma mesma família, sendo o pai, a mãe, um filho, uma filha, o marido desta e um primo. Durante cumprimento das buscas nos endereços alvos, os policiais apreenderam celulares, cartões bancários e notebook, que podem comprovar a prática dos crimes.

Além disso, o Poder Judiciário autorizou, após representação da Polícia Civil, o bloqueio dos valores correspondentes nas contas bancárias dos suspeitos, estimados em mais de R$ 850 mil, visando à restituição para as vítimas.

Os suspeitos presos confessaram a participação nos crimes e envolvimento na aplicação dos golpes, seja ludibriando as vítimas ou fornecendo as contas bancárias para movimentação.

A delegada Lígia Mantovani ressalta a importância do trabalho conjunto entre as polícias civis. “Mais uma vez, demonstra-se que a integração entre as polícias judiciárias é fundamental para a persecução penal eficiente em todo território nacional, sobretudo ante os meios de comunicação e pagamento digitais”, conclui.

As investigações prosseguem para identificar outros envolvidos no esquema. Os presos foram encaminhados ao sistema prisional e responderão pelos crimes de estelionato e organização criminosa.

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