A operação Órtros tem como objetivo combater crimes de furto, roubo, receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor de motocicletas em Uberlândia, cidade que possui a segunda maior frota de veículos do estado.
Investigações
Na primeira fase da operação, a PCMG apurou que motocicletas, de procedência lícita ou não, tinham a numeração do chassi suprimida e, posteriormente, eram comercializadas sob o pretexto de que seriam motos de leilão, a fim de ludibriar o consumidor.
Ainda segundo investigações, os proprietários do ferro-velho, onde ocorreram as apreensões, adquiriam esses veículos (sucatas) de forma irregular, reformavam clandestinamente, confeccionavam placas falsas e vendiam para terceiros que colocavam as motocicletas novamente em circulação. Essa situação vai de encontro às determinações legais quanto ao destino dos veículos considerados sucata, os quais não podem retornar para circulação.
Assim, os proprietários do ferro-velho investigado irão responder pelo crime de adulteração de sinal identificador de veículo automotor e, caso seja identificado a proveniência ilícita de algum dos veículos, poderão responder também pelo crime de receptação.
As motocicletas apreendidas irão passar por análises periciais, a fim de identificar a origem dos veículos.
Órtros
Na mitologia grega, Órtros era um cão bicéfalo, considerado o cão de guarda mais feroz da antiguidade, que tomava conta dos rebanhos. O termo pretende fazer uma analogia aos policiais civis, que zelam pela população mineira.



