Megaoperação combate crime organizado em Uberlândia e região

Por ASCOM-PCMG 20/04/2023 16h57

Divulgação/PCMG

Megaoperação combate crime organizado em Uberlândia e região

Ação conjunta visa à repressão aos delitos de exploração de jogos de azar, corrupção policial e lavagem de dinheiro.

Nesta quinta-feira (20/4), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) integrou a megaoperação Confraria do Azar, deflagrada no Triângulo Mineiro, com o Ministério Público (MPMG), a Polícia Militar (PMMG) e a Polícia Penal de Minas Gerais. Ao todo, foram cumpridos 61 mandados de prisão e uma prisão preventiva, no bojo de quatro operações distintas e desencadeadas simultaneamente em repressão aos delitos de exploração de jogos de azar, corrupção policial e lavagem de dinheiro em Uberlândia e região.

Entre os alvos das investigações estão um policial militar da reserva e dois policiais penais, bem como diversas empresas e empresários suspeitos. Além das cautelares de busca e apreensão - por meio das quais foram apreendidos computadores, aparelhos celulares, entre outros de interesse investigativo - e de prisão, foi decretada a indisponibilidade de bens e valores do patrimônio de 29 investigados, no intuito de assegurar o valor de R$ 108 milhões.

As ações, coordenadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPMG) Regional Uberlândia, contaram com a participação de 250 agentes, entre membros do Ministério Público e integrantes das forças de segurança pública, nas cidades de Uberlândia, Ituiutaba, Araguari e Goiânia: 12 promotores de Justiça (11 de Minas e um de Goiás), 98 policiais civis, 128 policiais militares e seis policiais penais, além de servidores/colaboradores do MPMG.

As apurações prosseguem com relação a todas as investigações.

Operação Lavanderia dos Sonhos - 4ª fase - sistemas

A Operação Lavanderia dos Sonhos resulta de investigações conduzidas ao longo de quase dois anos, que culminaram na identificação de uma estruturada organização criminosa atuante há mais de 30 anos em Uberlândia, liderada por integrantes de um mesmo núcleo familiar, voltada à prática de infrações penais, entre as quais a exploração de jogos de azar e do bicho, assim como lavagem de dinheiro do produto dessas atividades ilícitas.

Em 2022, foram deflagradas três fases da Operação Lavanderia dos Sonhos, assim como oferecida denúncia criminal pelo MPMG em desfavor dos integrantes da organização criminosa. Após análise das provas obtidas nas primeiras fases da operação, descobriu-se que o consórcio criminoso contava com estruturas essenciais ao êxito de suas ações e negócio que ainda não tinham sido detectadas por completo quando do oferecimento da ação penal.

Uma dessas estruturas consiste no desenvolvimento, no aprimoramento, na implantação e na operacionalização dos sistemas informatizados utilizados pela organização criminosa para suas apostas ilegais e controle das operações, assim como do fluxo financeiro da atividade ilícita. Esta operação específica, teve como objetivo o cumprimento de mandados de busca e apreensão em três pontos, sendo que dois endereços são ligados à mesma pessoa suspeita.

Operação Lavanderia dos Sonhos - 4ª fase - corrupção

Conforme já exposto no item anterior, essa 4ª fase da operação se destina a verificar e posteriormente responsabilizar novas estruturas essenciais ao êxito das atividades e negócio da organização criminosa alvo da Lavanderia dos Sonhos.

Assim, após aprofundamentos das análises das provas arrecadadas nas fases anteriores, constatou-se que o grupo criminoso contava com o imprescindível auxílio de, pelo menos, um policial militar, mediante pagamento de vantagens indevidas.

Portanto, também são alvos dessa 4ª fase da operação duas novas pessoas investigadas, entre elas um policial militar da reserva. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, assim como um mandado de prisão preventiva. Por fim, também foi decretada a indisponibilidade de bens e valores do patrimônio dos dois investigados dessa operação específica, no intuito de assegurar o valor de R$ 36 milhões.

Operação Trevo do Infortúnio

No curso das investigações da operação Lavanderia dos Sonhos, identificou-se um “consórcio”, ou melhor um “cartel criminoso”, composto por uma cúpula de “bicheiros e exploradores de azar”, os quais se relacionam continuamente para ajustes de preços, cotações de apostas e pagamentos de prêmios, divisão territorial das atividades clandestinas, obtenção de informações sigilosas sobre operações policiais e ações para o enfrentamento de criminosos concorrentes que ameacem a estabilidade e o enriquecimento dos integrantes desses grupos. Nesse sentido, foram detectados dois outros grupos criminosos com íntima relação com o primeiro grupo.

Um desses grupos criminosos é alvo da Operação Trevo do Infortúnio, que visa comprovar o envolvimento dos integrantes já identificados e de interpostas pessoas, os quais utilizaram as estruturas de empresas privadas, em especial construtoras, postos de combustíveis e pátios de recolhimento de veículos credenciados junto ao Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG), para fins de lavar os lucros e proveitos advindos das práticas ilícitas.

A operação desta quinta-feira visou ao cumprimento de 26 mandados de busca e apreensão contra empresas, pátios de veículos e empresários das cidades de Uberlândia, Ituiutaba, Araguari e Goiânia (GO). Também foi decretada a indisponibilidade de bens e valores do patrimônio de 23 investigados, no intuito de garantir o valor de R$ 36 milhões.

A denominação da operação como Trevo do Infortúnio se deve ao fato de que um dos símbolos que foram identificados nos pontos de apostas desse grupo criminoso foi um trevo.

Operação Águia

O terceiro grupo criminoso detectado e individualizado, liderado por herdeiros de antigo contraventor da cidade de Uberlândia, parente do patriarca da primeira organização criminosa investigada, possui idêntico modelo de divisão de tarefas e operacional dos demais grupos anteriormente mencionados, tendo se estruturado para explorar o jogo do bicho em parte territorial da cidade de Uberlândia, assim como lavar o dinheiro angariado de fontes ilícitas por meio de “empresas de fachada”.

O símbolo deste terceiro grupo criminoso é uma águia, haja vista que era impresso nos comprovantes de apostas do jogo do bicho nas “lojas” por eles exploradas, especialmente nos estabelecimentos da região Norte de Uberlândia.

Esta operação específica objetivou cumprir 30 mandados de busca e apreensão, sendo dois deles contra policiais penais de Uberlândia. Foi decretada, ainda, a indisponibilidade de bens e valores do patrimônio de seis investigados, no intuito de garantir o valor de R$ 36 milhões.

*Texto adaptado do MPMG

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