O caso chegou ao conhecimento da PCMG em junho de 2021, quando o dono do veículo, um homem de 40 anos, procurou a polícia e alegou receber multas em seu nome após já ter vendido o automóvel.
Com as investigações, a Polícia Civil descobriu que a vítima havia passado o veículo para uma mulher, que não chegou a assinar o Documento Único de Transferência (DUT) para o nome dela. Procurada pela PCMG, a mulher informou que repassou o automóvel para o investigado, sem contudo realizar a transferência de propriedade. O suspeito também não efetuou a transferência para seu nome e, em junho de 2021, realizou uma alienação fiduciária do veículo.
Em setembro daquele ano, a vítima recebeu multa de trânsito que não lhe pertencia. Conforme revela o delegado responsável pela investigação, Danniel Pedro Lima de Araújo da Conceição, a Polícia Civil descobriu que foi utilizado um documento falso para realizar a alienação fiduciária do veículo.
“O investigado apresentou respostas evasivas e incongruentes com o que foi relatado pelas testemunhas. Por isso, ele foi indiciado pelo crime do art. 19 da Lei 7.492/86, que dispõe sobre os crimes contra o sistema financeiro nacional”, informa.
O inquérito policial foi concluído e encaminhado à Justiça para as providências cabíveis.



