Projeto-piloto foi criado por investigadora em Coronel Fabriciano para aproximar a população da Polícia
Buscando estreitar os laços entre a Polícia Civil, escola e a família, e para mostrar como é realizado o trabalho de um policial civil na comunidade, foi lançado, em Ipatinga, o Projeto Investigador Mirim. A iniciativa é voltada para crianças de 6 a 10 anos, alunos de escolas públicas da região do Rio Doce.
O projeto foi idealizado pela investigadora de Polícia Elisângela Damasceno, que hoje trabalha em Coronel Fabriciano, enquanto ainda fazia o curso de formação policial na Academia de Polícia Civil (Acadepol). De forma lúdica, ele ensina para crianças como é realizada uma investigação criminal. São apresentados materiais de trabalho a elas, que despertam atenção e curiosidade.
Divulgação PCMG

Atividades do projeto Investigador Mirim, em Coronel Fabriciano
“Quando me tornei policial, percebi que as crianças tinham medo do policial, receio de chegar perto. Eu comecei a perguntar o porquê, e a gente viu que o contexto em que o policial se apresenta para a criança é frustrante, quando entrou na casa dela para cumprir um mandado de prisão, quando prendeu o pai... E aí ela tem medo e acha que o policial é ruim. E percebendo isso, eu falei: isso tem que mudar! Porque, atualmente, diante da nossa realidade de valores deturpados, onde o certo é errado e o errado é certo, a criança já cresce achando que o policial é ruim. Então como a gente pode mudar isso? Dentro da escola, aproximando o policial da criança”, relata a investigadora.
Elisângela conta que o projeto foi criado para conscientizar sobre a importância do policial dentro da sociedade. Para que a mensagem fosse absorvida de forma melhor pelas crianças, foram pensadas formas criativas para levar a informação até os pequenos investigadores. “Não tem como a gente ministrar uma palestra totalmente técnica para uma criança, ela não vai entender, nem absorver. A proposta é simular uma investigação com pegadas, usar uma maleta, uma ordem de serviço que é dada pelo delegado, apresentar a pessoa do delegado para a criança, e empoderá-las. E aí ela se torna um investigador mirim, que vai me ajudar a cumprir a missão que o delegado propôs. Nas pegadas, a gente vai encontrando pistas, e, nessas pistas, a criança vai aprendendo que a Polícia Civil é responsável pela identidade civil, pelo trânsito, pela habilitação do pai... E aí ela vai aprender tudo o que a Polícia Civil faz, de uma forma lúdica”, explica a investigadora.
Polícia comunitária
O Delegado Regional de Polícia Civil em Ipatinga, Helton Cota, conta que o projeto é mais um desdobramento de uma série de atividades que vêm sendo desenvolvidas na região, com o objetivo de aproximar a comunidade da Polícia. “Nós estamos acompanhando a nova tendência surgida no Estado de Minas Gerais, que é o chamado policiamento comunitário. A Polícia hoje não atua somente com investigação, com busca de autores, de materialidade de crime. Tem esse outro ponto de vista também. Através do policiamento comunitário, os policiais buscam se aproximar da sociedade, do cidadão, trazer o cidadão para o lado da Polícia, aproximá-lo da Delegacia de Polícia. E esse nosso projeto, instaurado em Ipatinga, visa justamente atender essa nova demanda surgida.Criamos aqui, recentemente, uma comissão que acompanha esse tipo de eventos sociais. Então nós atendemos a demandas. Pessoas do Conselho Comunitário de Segurança Pública de Minas Gerais (Consep), pessoas da comunidade, vêm até a delegacia, solicitam o nosso serviço, seja de confecção de carteira de identidade, seja para acompanhar esses eventos realizados em praças públicas, e nós atendemos, através dessa comissão”.
As escolas da região interessadas em receberem o Investigador Mirim podem entrar em contato com a Delegacia Regional de Polícia Civil em Ipatinga, localizada na Avenida João Valentim Pascoal, nº 309, no Centro.
Início do projeto
A primeira atividade do Investigador Mirim foi realizada um Ipatinga, este ano, em celebração ao dia das crianças, comemorado dia 12 de outubro. A visita ocorreu na Escola Estadual Sônia Maria Silva Gomes, no bairro Canaã. O evento atendeu a cerca de 300 crianças. Pela manhã, a investigadora Elisângela promoveu uma dinâmica com as crianças, oportunidade em que mostrou aos alunos as atribuições da Polícia Civil, mostrando a importância de cada um na promoção da segurança pública. Ao final, os alunos foram presenteados com um distintivo simbólico de Investigador Mirim.
O próximo evento do projeto será realizado no dia 7 de dezembro, em uma escola de Coronel Fabriciano, para 300 crianças. Na semana seguinte, haverá outro evento, em Ipaba, para cerca de mil crianças.
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